segunda-feira, 7 de junho de 2010

Downloads: Castelo Falkenstein


Salve salve vermes imundos!

Hoje tem um livro de RPG que vai encher os olhos daqueles jogadores que prezam mais a interpretação do que regras. Com um sistema de regras um pouco diferente do habitual (entenderão o porquê mais adiante) e com uma ambientação a lá Steampunk, conheçam o Castelo Falkenstein...

... Então bando de harpias carecas, este é um material bem raro (muito raro) e valiossíssimo a qualquer jogador de RPG. Graças aos deuses, o Lorão (mais uma vez ele) scaneou esta preciosidade para nós jogadores pé rapados.

Caceta, na minha humilde e inútil opinião, Castelo Falkenstein tinha que ser um dos manuais de porta de entrada para os RPGistas. Está certo que talvez o livro não agrade Gregos e Troianos por causa do sistema de regras e de fichas que ele utiliza, mas com certeza, é um método muito divertido para se jogar RPG. Explicarei ele a seguir.

Bom, primeiramente precisamos nos ater a ambientação do mesmo. O jogo se passa em um mundo alternativo, mais ou menos na Era Vitoriana. Apesar do período histórico, a tecnologia a vapor é moderníssima e o mundo de Nova Europa (o nome do mundo onde o Castelo Falkenstein é ambientado) é ditado por essa tecnologia a vapor.

Grandes avanços científicos foram possíveis nessa época: Helicópteros movidos a vapor, submarinos, automotivos e as mais variadas geringonças com parafusos e engrenagagens que você possa imaginar.

O livro parece uma narrativa de um sujeito chamado Tom Olam, que narra suas peripécias pelo mundo de Nova Europa. Ele inclusive explica o motivo do porque os jogadores não possuírem fichas de personagens e nem dados para se jogar. Sim, no jogo Castelo Falkenstein, o jogador ao invés de utilizar uma ficha, utiliza um Diário para anotar suas habilidades, que não são medidas da forma habitual por pontos, mas sim, anotadas em seu diário da seguinte forma: Bom em Etiqueta, Excepcional em Engenharia, Fraco em Corrida, etc.
A explicação para se usar um diário e não uma ficha de personagem, segundo Tom Olam, é que em Nova Europa, ainda não havia sido inventado a máquina de fotocópias para se imprimir fichas. =D

No Castelo Falkenstein, ao contrário dos demais RPG's, não se utilizam dados para medir a sorte do jogador em alguma ação. No Castelo Falkenstein deve-se utilizar dois baralhos comuns (um, será denominado Baralho da Sorte e o outro será o Baralho da Magia). Estranho não é? Parece. Mas é muito divertido abandonar os dados e utilizar os baralhos.
Novamente, segundo o cabrinha chamado Tom Olam, na era vitoriana, o jogo de dados não pega bem para os vitorianos, por isso é adotado o sistema das cartas.

Bom, quanto ao livro em si. Graficamente falando o livro é impecável. Ilustrações excelentes, dignas de materiais de luxo de AD&D. A ambientação então, deixa o mais pesquisador dos Anfitriões (são como os Mestres ou DM são chamados em Nova Europa) sem ter trabalho algum em ter que procurar fontes para utilizar em suas campanhas, pois tudo (ou quase tudo) tem no livro.
Caso o Mestre Anfitrião queira dar ainda mais vida para as suas campanhas, as melhores indicações de livros são os do Julio Verne (20 mil Léguas Submarinas, A Máquina do Tempo, Viagem ao Centro da Terra), Sir Arthur Conan Doyle (o cráááássico Sherlock Holmes), Bram Stocker (com o seu temível Drácula), e também é possível adotar algumas das idéias loucas (não tão loucas) do Leonardo DaVinci.

Outro ponto interessante também, é que apesar de ser um mundo muito semelhante com o nosso, há espaço ainda para criaturas mágicas e sobrenaturais, como Anões, Elfos e Dragões.

Este talvez, tenha sido o maior Acerto Crítico da Devir até hoje.

Bom, como já escrevi demais e há ainda outros post's para programar, vou meter o link de download de uma vez. E galera, aproveitem porque vale a pena. Novamente, meus parabéns ao Lorão por ter scaneado este ótimo livro.

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Castelo Falkenstein



Nos vemos no próximo post macacada!