
Tudo isso é culpa
...
Bem, no capítulo anterior nossos heróis partiram rumo a Anauroch com a caravana de Monseh em busca de ruínas de um império antigo perdido pelas areias, que segundo as lendas guardavam inumeros tesouros.
Infelizmente uma temepstade de areia atingiu-os e muitos membros da comitiva desapareceram, incluindo Monseh e Delith, o mentor do jovem mago Albernaizzer.
O que acontecerá com nossos jovens aventureiros? Saiba lendo o terceiro capítulo do nosso Diário de Campanha!
Capítulo 3: Perigos na Pirâmide
Após dias perdidos nas areias escaldantes do deserto de Anauroch, nossos jovens aventureiros haviam acabado de encontrar as ruínas de uma antiga civilização.
Na esperança de que fosse a cidade perdida indicada por Monseh, os aventureiros começaram a investigar. Tratava-se de uma cidade encoberta pelas areias do deserto. Os aventureiros estavam andando praticamente sobre os telhados das construções em pedra.
Ao centro da cidade havia uma enorme pirâmide e em seu topo eles podiam ver três estátuas lado à lado.
Albernaizzer: Pessoal, será essa a cidade que Monseh procurava?
Kenay: Creio que sim.
Ark dos Quatro Ventos: Infelizmente o vento do deserto cobriu todas as pistas...Será que o Guerreiro Dourado veio para cá?
Kerec: Temos que investigar de qualquer forma.
Minato Ironwill: Sim.
Os aventureiros então decidem subir as escadas que levavam à pirâmide.
Kenay: Com sua licença, cavalheiros. Deixem-me investigar se não hão armadilhas nas escadas.
Ark: Albernaizzer, pode saber se algum feitiço assola este local?
Contudo, o conhecimento do jovem arcano era maior do que sua capacidade de armazenar os feitiços em sua mente. A magia arcana é traiçoeira e instável, até mesmo para um mago. Os feitiços ficam armazenados na mente do mago, mas uma vez liberada toda a energia ela se dissipa e ele deve preparar estas energias novamente, mediante pelo menos oito horas de repouso, num ciclo infinito de estudos que pode levar até mesmo à loucura. Como ainda é um aprendiz, Albernaizzer só podia armazenar energias suficientes para conjudar um único feitiço, capaz de fazer seus inimigos cairem em um sono comatoso, por isso ele era incapaz de detectar feitiços nesta área.
Albernaizzer: Não posso precisar a presença de magia, caro amigo selvagem, mas não descarto esta possibilidade.
Ark: Estaremos atentos. A magia pode ser como uma pantera, que espreita silenciosamente, mas que ataca com rapidez e eficácia.
Enquanto isso, Kenay subia lentamente, examinando degrau por degrau. Ao topo da pirâmide eles finalmente puderam ver de perto o enorme trio de estátuas, com aproximadamente nove metros de altura. A estátua na esquerda era de um homem forte e barbudo segurando uma balança em uma mão e um raio em outra, a estátua do meio representava uma criança alada com duas cobras enroladas no corpo. A criança segura uma varinha em uma mão e um punhado de moedas em outra, e a estátua da direita representa uma bela mulher com um feixe de trigo em uma mão e uma espada na outra.
Kenay: Analisemos a primeira. O raio representa poder mágico ou divino, a balança equilibrio ou justiça e a barba seria experiencia ou idade avançada.
Ark: O homem que carrega o raio, ele deve ser poderoso, pois domina o elemento mais rapido da Natureza...
Kenay: Uma criança seria inocência, imaturidade, infancia, filho. As serpentes traição, perigo, corrupção... as moedas dinheiro economia...
Ark: A mulher parece carregar a fertilidade, pois o trigo alimenta aos animais que são comida para outros, sendo estritamente necessário.
Kenay: A mulher, mãe. O trigo, colheita, fazendas... A espada seria talvez guerra, justiça...
Minato: Amigos, eu ecredito que essas estatuas representem Deuses ou até mesmo heróis, mas não consigo saber quais são.
Kerec: Bem naum podemos ficar o dia todo aqui, temos que achar um abrigo!
Procurando atentamente por todos os lados os aventureiros perceberam que ao nivel da ala mais elevada da pirâmide, ao lado esquerdo da escada havia uma porta. Resolveram então investigar, afinal qualquer coisa seria melhor do quendar torrando naquele sol infernal!
Logo ao abrir a entrada, deram de cara com um corpo apodrecendo há semanas largado no chão. Um robgoblin com um virote de besta atravessado no peito. Pegadas no solo à frente, entrando na pirâmide.
Procuraram alguma armadilha que pudesse ter ativado a seta que dera fim à vida do goblinoide, mas nada puderam encontrar. Seguiram mais à frente, usando a lanterna de Albernaizzer para iluminarem o caminho à frente. Ao fim do silencioso corredor os aventureiros avistaram uma porta de bronze. Sempre atento, Kenay procurou quaisquer mecanismos hostis na porta e decretou que era seguro atravessá-la.
Do outro lado encontraram uma pequena sala com três enormes cilindros de bronze, lado a lado. Pareciam ser os suportes das estátuas no topo da pirâmide. No chão, à frente de cada cilindro havia um alçapão de bronze, com uma argola. Foram investigar a sala enquanto Albernaizzer ficava do lado de fora mantendo aberta a porta que tendia a fechar-se sozinha.
Minato: Será que têm alguma ligação com as estatuas logo acima?
Kerec: É provável. Será que eles sustentam as estátuas ou algo assim?
Após discutirem, decidiram apoiar a idéia de que cada alçapão seria relacionado a uma estátua e que isso seria a dica para a passagem segura deles.
Kenay: Vamos lá, pessoal. O barbudo de raio e balança, a criança com serpentes e moedas, ou a mulher com o trigo e a espada.
Ark: Voto no barbudo. Por ter um siginificado de poder. Além do mais, ele pode ter algo haver... Não...
Ark dos Quatro Ventos então começou a se lembrar da profecia da Voz do Trovão, uma lenda contada por sua tribo e que de alguma maneira está relacionada à sua origem.
Kenay: As serpentes me fazem automaticamente eliminar a criança.... duas ainda, só reforçam a tese.
Minato: Acredito que representem a justiça, a traição e a Vida respectivamente.
Kerec: Vamos no barbudo.
Minato: Eu voto na mulher.
Kenay: São 3 votos no barbudo. Ele teoricamente é o pai, deve acumular mais tesouros - eu espero - he he he.
Albernaizzer: Barbudo...que seja!
Temendo algum mecanismo hostil Kenay decidiu que seria mais sensato abrir o alçapão por detrás do cilindro, mas dada a espessura dos cilindros isso seria impossível. Decidiram então que Minato abriria o alçapão lateralmente enquanto Kenay ficaria atento à armadilhas.
Ao abrir o alçapão acionaram um mecanismo que lançava setas vindas das paredes. Kenay então fora atingido no braço por uma das agulhas, que por sorte não estava envenenada. Passado o susto Ark tratou o ferimento com ervas e unguentos que ele trazia em meio a seus pertences.
Cansado de segurar a porta por tanto tempo Albernaizzer resolveu fechá-la e entrar na sala, afinal se a armadilha havia sido acionada, provavelmente não haveriam mais perigos. Porém, ao fazer isso, Kenay ouviu um leve chiado como gás escapando por algum lugar.
Kenay: Vamos para a porta rápido! Tem gás vazando na sala!
Kerec então abriu a porta de entrada para que todos passassem enquanto Minato fechara novamente o alçapão.
Ficaram por alguns instantes discutindo sobre o que fazer, já que haviam voltado à estaca zero.
Albernaizzer: Se Delith e Moseh estiverem aqui o tempo pode ser a diferencça entre a vida e a morte deles.
Minato: Eu tenho uma sugestão. Abriremos a porta, se não houver gás eu tentarei abrir o alçapão da direita.
Kerec então manteve a porta aberta enquanto Minato adentrara na sala para investigar o segundo alçapão, mas este logo sentiu o ar pesar em seus pulmões. O gás que havia escapado era, na verdade, um veneno, incolor e inodoro que preenchera totalmente a sala. Dada a densidade do gás ele não escapara pelas frestas nem pela abertura da porta.
Minato: Pessoal, não estou me sentindo bem... não consigo r...e...s...p...i...r...
Kerec então puxara o sacerdote para fora da sala, enquanto Ark cuidava dos primeiros socorros, mas só o fato de respirar ar um pouco mais puro o fez recuperar-se.
Ark: Deem espaço! Ele precisa respirar!
Minato: Pessoal, não se preocupem, eu senti algo me sufocando mas já passou... Não será um "cheirinho" ruim que irá me derrubar!
Decidiram então que Kerec, por ser o mais resistente entraria na sala com uma corda presa ao corpo e uma tira de tecido de sua calça cobrindo-lhe o rosto para que não inalasse o gás. Ele então investigou o alçapão do meio, mas ao ver sangue coagulado próximo à argola de abertura deciciu que seria mais sensato desistir deste e partiu para o alçapão da direita.
O guerreiro então puxou o alçapão e manteve-o aberto usando sua espada como calço. Após aberto o alçapão Kerec sentiu um leve tremor na sala que o fez gritar para que os demais puxassem a corda. Foi o tempo suficiente para que ele escapasse de ser atingido por um enorme bloco de pedra que caíra do teto bloqueando a passagem aberta.
Albernaizzer: PELAS BARBAS DE ELMINSTER!
Ark: Você tem uma imensa sorte, meu caro! E companheiros com braços fortes!
Kerec: E ainda perdi a minha espada!
Para a sorte de Kerec, Minato trazia uma espada longa semelhante à que Kerec usava, afinal mesmo tendo encontrado a cimitarra de Monseh o jovem guerreiro não tinha treinamento para usá-la adequadamente.
Com a abertura no teto causada pelo bloco que se soltara o gás pôde escapar e os aventureiros não precisariam temer serem envenenados novamente.
Kenay então resolveu tentar o alçapão central do qual Kerec desistira antes. Sempre procurando mecanismos hostis ele abriu com todo o cuidado, mas ainda assim ouviu-se um estalo ao erguer o alçapão. Por sorte, nada acontecera além do estalo...
Viu-se então uma escada em espiral que levava a um andar inferior da pirâmide. Descendo eles encontraram uma sala um pouco mais ampla, repleta de prateleiras com potes de cerâmica e algumas ferramentas como martelos, alicates e uma pequena forja. Vagando pela sala, três besouros enormes, com mais de meio metro de comprimento, cujas carapaças emitiam uma luz incandescente.
Os insetos partiram para o ataque ao verem os aventureiros, que também não hesitaram em combatê-los. Armas em punho os aventureiros derrotaram os insetos.
Após o breve combate, que fora vencido sem maoires problemas os aventureiros resolveram procurar uma saída da sala. Haviam duas portas no lado esquerdo da sala e apenas uma no lado direito, que fora a que Kenay investigara. Após procurar armadilhas ele resolveu abrir a porta.
Mas os perigos presentes além desta área só serão conhecidos em um próximo capítulo deste Diário de Campanha!