sexta-feira, 11 de junho de 2010

[Diário de Campanha] - AD&D by Dragão Banguela

Saudações, meros mortais!

Ontem à noite ocorreu a primeira sessãod e AD&D no RRPG Firecast patrocinada pelo Dragão Banguela, com narração do Oráculo (eu, porra!), conforme combinado na nossa comunidade no Yogurte.

E agora aqui no blog vocês conhecerão todos os detalhes desta jogatina (enquanto o Neverwinter Nights não dá frutos)...

...

O grupo de aventureiros nesta sessão contou com os seguintes personagens:

* Kenay Lythjanp, Halfling Ladrão, jogador Caio;
* Kerec Kingstein, Humano Guerreiro, jogador Adriano.

Poucas rolagens de dados ocorreram durante a sessão. Na verdade, além do combate, só rolamos os fatores aleatórios da ficha de cada um como a infravisão do halfling e a Força Extraordinária do guerreiro (que não ficou tão extraordinária). Além disso só rolaram mesmo as minhas rolagens secretas de Narrador, com o escudo mais eficiente de todos já que eu estou a kilômetros de distância dos jogadores!

Inicialmente eram uns 4 ou 5 jogadores, mas no fim das contas somente eles dois enviaram a ficha para o oraculomail. Pessoalmente eu prefiro narrar para grupos pequenos, por isso achei até melhor, mas ainda assim até 5 jogadores dá pra rolar tranquilo.

A sessão durou pouco menos de 1 hora, mas foi bem produtiva, com os jogadores colaborando bastante com a narrativa.

Abaixo colocarei um resumo da sessão para montar um Diário de Campanha:


Capítulo Um: Caravana para Anauroch

Kenay, um jovem halfling, cujas habilidades foram refinadas por seu treinamento em uma caravana circence onde vivia com seus pais, procurava por seu amigo e mentor Domak, um guerreiro élfico que ensinara-o a combater com arco. Domak era um dos seguranças da caravana que Kenay integrava e desaparecera sobre circunstâncias misteriosas. As investigações de Kenay levaram-no a Dorter, um vilarejo pobre na região noroeste da Terra dos Vales.

Ele ouvira falar de um homem conhecido como Monseh que sabia algo sobre Domak.
Em Dorter havia uma região de má reputação, repleta de bares de quinta categoria onde se poderia conseguir vinho barato e prostitutas da pior categoria.

Em uma delas, Kenay encontrara Monseh, um homem forte, alto, de pele morena e completamente careca. Vestia roupas simples, brancas e trazia presa à cintura uma cimitarra.
Ele estava de passagem pela cidade e em breve partiria com sua comitiva para os desertos de Anauroch.

Dias antes Monseh havia salvo a vida de um jovem em busca de aventuras. Kerec era seu nome e ele abandonara a vida na fazenda de seus pais para seguir a carreira dos grandes guerreiros que ele conhecia das histórias que ouvia durante a infância. Contudo, Kerec tinha mais força física e sonhos na cabeça do que real conhecimento de como aventurar-se e não possuia nenhuma arma de verdade. Em sua jornada acabou sendo emboscado por Gnolls e apesar de lutar bravamente ele estava em desvantagem. Contudo, Monseh intervira e salvar a vida do jovem que acabou aceitando a proposta de unir-se ao mercenário. Uma verdadeira chance de conseguir uma vida de aventuras de verdade.

Na taverna Kenay tentava falar com Monseh, mas este ao ver o pequeno halfling não lhe dera muita atenção. Contudo, ao ouvir o nome Domak, seus nomes brilharam. Ao que parecia, ele e Domak tinham assuntos inacabados e ele na verdade conhecia o último paradeiro do elfo e propusera um trato com Kenay:

Monseh: "Minha caravana partirá em uma missão dificil. Preciso de pessoas que me ajudem em minha viagem."

Kenay: "Entendo..."

Monseh: "Eu trabalho para uma companhia comercial que usa métodos "não muito ortodoxos" se é que me entende..."

Kenay: "Por favor prossiga."

Monseh: "Iremos a uma viagem longa por lugares perigosos e toda ajuda é bem vinda... Se conhecer aventureiros valorosos que possa indicar... Afinal duvido que alguém tão pequeno tenha poder suficiente para me acompanhar!"

Kenay: "Não duvide de minhas capacides. Mas até agora o senhor falou apenas em trabalho, além de saber onde encontrar Domak, posso contar com alguma ajuda financeira?"

Monseh: "Hah, dinheiro não é problema! Esqueceu que eu presto serviços à uma companhia comercial?"

Acertados alguns detalhes adicionais sobre a viagem Kenay conhecera Kerec que bebia em uma mesa próxima e fora apresentado por Monseh. Combinaram então de partir na manhã seguinte.

Encontrariam-se no portão norte da cidade de onde partiriam em missão. Nesse ínterim Kenay voltara ao circo para se despedir de seus pais e passar uma última noite em companhia de seus amigos goblins. Enquanto isso, Kerec aproveitava o vinho barato da taverna e desfrutara de uma noite com uma das raparigas da região, um pouco além do peso (tudo por conta de Monseh).


No dia seguinte o grupo inicia viagem, em uma caravana composta por mais dez homens liderados por Monseh, distribuidos em três carruagens, rumo ao árido deserto de Anauroch.

A viagem seguia tranquila. Tranquila até demais e logo os dias davam lugar às semanas. Até que no décimo sétimo dia, durante o turno de guarda de Kerec o pior acontece. Um grupo de orcs emboscara a caravana, enquanto Kerec tinha seus sentidos minados pelo vinho.
"Sabia que esse vício acabaria me matando um dia!" pensava Kerec enquanto sacava sua arma e gritava para alertar seus companheiros.

Kerec: "Vamos criaturas malditas, tirem-me deste marasmo! Hoje me banharei no sangue de vocês!"
Com essa bravata Kerec desferira seu primeiro golpe com a espada longa que ganhara de Monseh. Sua força era de fato impressionante e ele rasgara o peito do monstro.

Enquanto isso, Kenay despertava procurando seu arco e aljava de flechas. Como ele usava uma armadura de couro ele se dava ao luxo de dormir com ela o que evitava-o de ficar desprotegido em momentos como este. Kenay conseguira distinguir as formas de dez critaturas cercando a caravana e começara a disparar.

Monseh levantava-se furioso atacando com sua cimitarra, enquanto seus homens, a maioria mercadores sem habilidades de combate defendiam-se como podiam.
Como orcs são covardes eles procuravam atacar os mercadores, sem grandes habilidades de combate e Kerec não conseguira evitar a morte de um deles, mas vingara-o perfurando as tripas do assassino.

Quando mais da metade dos bandidos fora derrotada pelo grupo os restantes fugiram em disparada, desaparecendo nas trevas. Kerec desferia mais bravatas ao ver os inimigos fugirem: "Isso! Vão correndo chamar pela mamãe-orc! Seus fedorentos!", mas sua animação fora interrompida por Monseh:

Monseh: "Você estava de guarda, novato! E agora Demetrius está morto!"


Kenay: "Acalme-se Monseh!"

Kerec: "Mesmo sabendo que nada irá aplacara sua ira, peço-lhe desculpas. Se eu repetir esse erro, você mesmo pode me matar."

Monseh: "Todos aqui sabem que a morte é uma consequência e um risco desse tipo de trabalho. Inclusive Demetrius. Mas se você tivesse prestado mais atenção durante seu turno de guarda poderíamos ter nos defendido com mais eficácia."


Kerec: "Eu sei... o vinho cegou meus reflexos."

Kenay: "Foi uma emboscada. Há tempos estamos nesse marasmo, eles estavam esperando a hora certa. Talvez estivessem há mais tempo atrás de nós."

Monseh: Certo. Daremos um funeral digno para Demetrius e partiremos pel manhã."

Com um misto de derrota e vitória os jovens aventureiros acabaram não conseguindo dormir. Mais riscos os aguardam em sua jornada, mas isto só será conhecido futuramente...