segunda-feira, 9 de julho de 2012

O QUE É “RPG”?

Eis o primeiro post recebido como parte do processo seletivo do Dragão Banguela.
 A imagem acima não tem nada a ver com o assunto, mas aqueles que não enviaram imagens junto com os posts ganharam o direito de serem zoados por mim!
 Com a palavra, Ronin Pavani:
RPG é uma sigla em inglês que quer dizer “Role-Playing Game”, podendo grosso modo ser traduzido como “Jogo de Interpretação de Papéis” ou “de Personagens”. Ao contrário do que acontece em países como França e Espanha, no Brasil se utiliza a sigla em inglês.
Trata-se de uma modalidade lúdica (portanto uma fantasia, uma ficção) que tem por objetivo contar uma história de uma maneira diferente. Por exemplo, ao assistir um filme ou ler um livro, uma história é contada ao indivíduo. Porém, muitas pessoas já se imaginaram no lugar dos protagonistas dos filmes, vivendo suas aventuras – e procurando se sair até melhor do que eles. O RPG vai ao encontro deste grande anseio. Ao invés de uma história contada PARA o indivíduo (sujeito passivo), ela será contada COM o indivíduo (sujeito ativo).
Em uma partida de RPG os participantes (jogadores) controlam os personagens da história, e decidem suas ações, como se estivessem exatamente em seu lugar, isto é, como atores encenando uma peça de teatro, uma telenovela ou mesmo uma superprodução cinematográfica. Todavia, em todas estas ocasiões existe um roteiro pré-determinado, o qual deve ser rigorosamente seguido e, por conseguinte, não podendo ser modificado após o seu início. Os atores não podem alterá-lo de acordo com a sua vontade, pois é o diretor da produção que os controla e pontua tudo o que irá acontecer. Já os jogadores de RPG, por sua vez, possuem, como atores, um privilégio: eles podem decidir, por si sós, os rumos da história, de acordo com as atitudes tomadas em pontos específicos da mesma. O roteiro de uma partida de RPG funciona apenas como um guia, uma linha para direcionar os jogadores, sendo construído/desconstruído/reconstruído dentro da própria partida.
Na grande maioria das vezes, os personagens dos jogadores são os astros, os protagonistas da história a ser contada. Assim como um escritor ou roteirista pode imaginar qualquer herói, vilão ou criatura, eles podem interpretar qualquer coisa – porém, serão coerentes com a história a ser contada: índios e vaqueiros em um cenário de faroestes; bandeirantes e quilombolas no Brasil Colonial; policiais e jornalistas em uma trama de mistério moderno; cavaleiros e camponeses em uma aventura de fantasia medieval.
Boa parte das pessoas, quando crianças, já se colocou na pele de um personagem em brincadeiras simples, tal qual “mocinhos X bandidos”; contudo certamente já ocorreram situações desagradáveis, como a criança que finge ser o mocinho dizer que acertou o bandido, ao passo que este diz que ele errou. Os dois amigos, então, acabam por se aborrecer e partem chateados para casa. Como não existem regras para definir um erro ou um acerto, a discussão jamais acabaria em um final justo, no entanto em uma partida de RPG isso não ocorre. Com efeito, um jogador especial é escolhido para ser o “Mestre do Jogo”, ou “Narrador”, seu papel durante o jogo não é como o dos demais – interpretar um personagem em específico, mas sim agir como um juiz-diretor. É ele quem propõe a história a ser contada (e o desafio a ser atingido), além de controlar todos os outros personagens que não pertencem aos outros jogadores – os antagonistas e demais personagens secundários, quase sempre vilões, monstros, vítimas e aliados. O mestre, obviamente, também deve conhecer melhor as regras do jogo, para orientar e julgar as ações dos jogadores.
Por exemplo: digamos que a história criada pelo Mestre se passa no interior do Brasil, no início do século XIX. Participam do grupo os três jogadores: Fernando, Joanir e Fabrícia, os quais interpretam, respectivamente, um caçador, um padre e uma cortesã; juntamente com o “Mestre” Ronin. Os personagens viajam entre duas cidades do interior, em uma carroça puxada por um jumento. De repente, o Mestre descreve que um casal de jovens negros corre na direção da carroça. Eles explicam que são escravos fugitivos de uma fazenda, e estão sendo perseguidos pelo feitor e alguns outros homens. Eles pedem ajuda. O que os jogadores, enquanto intérpretes dos personagens, irão fazer?
Eis o grande momento de qualquer partida de RPG: a oportunidade concedida aos jogadores para decidir, isto é, mudar o rumo da história com suas ações (ou omissões) – diferentemente de atores em uma peça de teatro, que são limitados pelo roteiro. Assim sendo, o que os jogadores escolhem fazer? Seguir seu caminho, sem se preocupar com o problema? Ou ajudar o casal?
Além de decidir, os jogadores devem pensar e planejar. Se escolherem ajudar os escravos, COMO irão fazê-lo? Aquilo que ficar decidido e acordado entre os jogadores será ouvido pelo Mestre do Jogo, que irá mudar a história dependendo das escolhas tomadas.
Talvez seus planos funcionem, talvez não. Sempre que um personagem tenta fazer uma ação, ele pode conseguir ou falhar. Assim como na vida real, atividades simples têm maiores chances de êxito, enquanto que atos difíceis quase sempre falham. Abrir uma porta destrancada, por exemplo, é demasiado simples. Porém, ações mais complexas, como saltar de um cavalo em movimento para outro, exigem um teste. Em quase todos os jogos de RPG, o teste é feito rolando um ou mais dados – eles representam a sorte e o acaso, o componente aleatório. As regras dizem qual resultado é preciso conseguir nos dados para ser bem sucedido; levando-se em consideração, também, as habilidades e perícias de cada personagem. Dependendo da rolagem, o Mestre continua decidindo o rumo da história. Mais um exemplo: um soldado que tenha treinamento adequado com arco terá uma maior chance de acertar uma flecha em um alvo que esteja a 100 m de distância do que uma criança que nem ao menos sabe manejar corretamente a arma. 
Por fim, o RPG possui uma característica que o diferencia fundamentalmente da grande maioria dos jogos: é um jogo cooperativo, e não competitivo. Isto é, os jogadores não competem entre si, e sim agem em grupo para vencer os desafios propostos pelo Mestre; todos ganham ou perdem como uma equipe. Da mesma forma, os jogadores e o Mestre não competem entre si – eles agem em conjunto para que a história seja divertida e enriquecedora. Essa interação e incentivo ao trabalho em conjunto são a maior fonte de diversão do RPG, tornando-o um dos jogos mais saudáveis que existem.
Sendo um jogo, uma brincadeira, o objetivo do RPG é, em última instância, entreter. No entanto, graças a tudo o que já foi exposto até aqui, diversos profissionais enxergaram outras aplicações para o RPG além da diversão.

Segunda Fase do 2° Processo Seletivo do Dragão Banguela!





Pois é, cambada!


Após analisar todos os textos recebidos e ler um por um, eu pensei: Porque, xoxotas eu tenho que sofrer sozinho?

Então, a partir de hoje eu vou postar todos os textos recebidos até o momento para ter o feedback do público.

Eu já tenho os meus textos favoritos, mas ainda assim, é sempre legal ver como o público reage a cada um.

Afinal, se esse blog é uma merda, a culpa TAMBÉM é de vocês!!!

Então fiquem ligados porque ainda hoje teremos um post participante. A cada dia será postado um novo post para o deleite de vocês.

Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Comprou um encadernado do Thor ao sair do cinema.

sábado, 7 de julho de 2012

Você também pode ser um autor de Old Dragon!

E lá vai mais um posts para esses leitores desocupados...

Vocês não tem nada melhor para fazer que entrar no blog não? A verdade é que vocês sugam a genialidade dos autores do blog, somos como artistas precisamos do nosso momento...
Lá vai um tapa buraco de posts...

Toda a estrutura para você produzir seu material, essa é a proposta inicial da REDBOX, e é uma puta idéia.
A dificuldade de se publicar um livro pode chegar ao fim, você pode escrever desde pequenos artigos e adaptações até suplementos completos, bem como aventuras diversas...

Old Dragon é amparado pela licença Creative Commons 3.0 e OGL portanto aberto, livre e totalmente disponível para os seus projetos, publique seus produtos gratuitamente ou coloque seus projetos à venda na RedStore!
Produza seu Material
Depois de baixar, ler, jogar e se sentir totalmente a vontade com o seu Old Dragon, é inevitável que você e sua mesa acabem desenvolvendo algum material próprio para o jogo.
Mas como fazer com que esse material seja divulgado ao maior número de fãs e jogadores do Old Dragon? Simples! Basta você formatar o seu material dentro do padrão dos nossos materiais e nos enviar junto com um release, um pequeno texto de apresentação do seu “suplemento”.
E digo produto, por que caso você não deseje disponibilizar o download gratuito, você pode também usar estes templates para criar produtos para serem vendidos na RedStore, pelo preço que vc determinar e sem se preocupar com nada. É cadastrar o produto, liberar a venda e todo o resto a loja faz por você.

É com essa premissa que você pode facilmente se tornar um escritor usando o sistema D20 através do Old Dragon. Ente no link abaixo para maiores informações!

Sobre o Autor:
O PlebeuO Plebeu. Amante de Games e RPG, músico, adora experimentar novos sistemas e cenários, acredita que o futuro do RPG depende dos jogadores ensinarem mais o hobby por ai.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Apocalipse Zumbi no Rio de Janeiro!





Essa semana fui presenteado com horas muito divertidas ao narrar uma aventura de apocalipse zumbi no encontro da Dungeon Carioca.


Após uma breve votação de sistema/cenário feita pelos jogadores, escolhemos jogar um Apocalipse Zumbi usando The Shotgun Diaries com a história rolando no Rio de Janeiro.

Impulsionado pelo clima e por jogadores muito originais e exemplares, a história foi um show de momentos tensos e divertidos.
Pra começar foram horas até se enfrentar Zumbis, os jogadores tiveram idéias que de tão interessantes mereciam a oportunidade de serem executadas com mais detalhes ma mesa. Entre a busca de suprimentos, invasão de uma garagem de ônibus enfrentando bandidos da Cidade de Deus, perseguição de carros na Av. Ayrton Senna, a construção de um ônibus anti-zumbi e o desfecho roubando um avião do exército indo em direção ao Mato Grosso, muitas gargalhadas foram dadas...

Nada de clima tenso, nada de debate de regras, nada de desespero para se destacar, todos jogaram buscando participar e assistir uma história divertida...

Esse post é uma forma de elogiar o clima fenomenal da história criado pelos próprios jogadores e tudo começou com um elenco maravilhoso de personagens, segue abaixo essa galera descrita por um dos jogadores.

Jogadores da mesa "CDD Diaries" (Apresentação por Ygor Moreira)



"Da esquerda para direita:

(uma namorada/esposa irl),

Amendoim, 13anos, menino de rua da Vila cruzeiro, "framenguista", "afilhado" do fernandinho do 303 tem uma tia na CDD;

Paty, 12 anos, uma das crianças do condomónio Bora-Bora estranhamente convidada para a festa do Fernandinho do 303;

Vanessinha do 609, 28 anos, loiraça profissional (do sexo) e atleta nas horas vagas;

Pierre, o primo militar do Wesley, desce bala em geral, e tem um chinelo azul;

(minha namorada/esposa irl);

Bruninha, 8 anos, filha da put--- filha da Vanessinha do 609; adorava brincar de esconde-esconde, e brincar no ônibus;

Wesley, o nerd do condomínio Bora-Bora, estranhamente sabia como pilotar helicópteros graças ao flight simulator;

Joss, ex-mecânico da redentor, despedido -claramente- sem justa causa, porque usando dois ônibus, um reboque e dois carros de passeio conseguiu montar um caveirão, que tinha a frente de uma locomotiva e arame farpado...

E tirando a foto, estava o Fernandinho do 303 (Um morador da barra conhecido como distribuidor de algo)."
Sobre o Autor:
O PlebeuO Plebeu. Amante de Games e RPG, músico, adora experimentar novos sistemas e cenários, acredita que o futuro do RPG depende dos jogadores ensinarem mais o hobby por ai.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O Dragão Banguela precisa de você... De novo!



Pois é, cambada. Deja vu? Paradoxo?

Não, é MAIS UM processo seletivo para escravos estagiários do Dragão Banguela!

...

O Plebeu e o Gárgula estão mandando bem em suas postagens, mas infelizmente existe uma pequena coisa chamada VIDA, que impede a todos de atualizar o blog com a devida regularidade.

Por isso, para tentar manter o blog com mais atualizações por semana, estou abrindo mais um processo seletivo para novos autores do blogue.

Para participar vale a mesma coisa do processo anterior, ou seja, vocês devem mandar um artigo que seja bom o suficiente para me convencer de que você merece integrar a equipe do blog mais fodão da blogosfera rpgística!


PROCESSO DE SELEÇÃO PARA NOVOS AUTORES DO BLOG DO DRAGÃO BANGUELA

COMO PARTICIPAR: Envie UM (01) texto sobre qualquer assunto relacionado a RPG. A ideia é escrever como se você já estivesse fazendo um post para o blog. Mas atenção, pois NÃO serão aceitos posts com material para download. O texto deve ser enviado em arquivo do Word, com imagens e tudo mais que tiver direito.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: Os textos serão analizados em cima dos critérios de ortografia, originalidade, clareza na exposição de opiniões e, é claro, o bom humor. E pelo amor dos deuses, não esqueçam da ortografia!

NÚMERO DE VAGAS: A quantidade de pessoas escolhidas depende unica e exclusivamente da qualidade dos textos recebidos e também da disposição de tempo dos novos autores, afinal, não adianta nada ter um excelente autor que não tem tempo pra escrever pelo menos uma vez por semana.

O QUE EU GANHO COM ISSO? Porra nenhuma. A essa altura do campeonato você já deve ter percebido que aqui só tem fodido.

PARA ONDE EU MANDO O MEU TEXTO? Você deve enviar o seu texto para oraculodassombras@gmail.com


Boa sorte a todos!
Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Precisando de férias urgentemente.

Literatura Rpgística - Maretenebrae





Fala, cambada!


Mais uma semana se inicia e eu aproveito para trazer uma dica de literatura relacionada ao RPG. Confiram comigo no replay.

...
Com a palavra os autores L.P.Faustini e R.M.Pavani


Pegue uma aventura ambientada no período medieval em uma terra de fantasia chamada Sieghard, misture guerras e ação desenfreada, adicione elementos de filosofia, religião, política e investigação, e você terá um dos mais novos épicos brasileiros. Lançado no dia 02 de dezembro de 2011 pela Editora Biblioteca24horas, "Maretenebrae - A Queda de Sieghard" é um projeto ambicioso de dois novos autores, L.P.Faustini e R.M.Pavani, com o intuito de entreter e iniciar os
leitores na filosofia e nos questionamentos que sempre intrigaram o gênio humano, como por exemplo: somos donos de nosso próprio destino?


"Para salvar o mundo é preciso, primeiro, salvar a si mesmo" (Victor Didacus, capítulo XXXIV)


Para que o objetivo dos autores seja realizado, Maretenebrae apresenta sete protagonistas que "personificam" (como os próprios autores dizem), cada qual, um dos sete pecados capitais. "Uma baboseira cristã", poderiam dizer os não-religiosos. Porém engana-se quem acha que lerá discursos bíblicos na trama. "Na verdade, a personalidade e o comportamento dos personagens principais são pautados por esses pecados", explica L.P.Faustini, "A união, por força, entre homens tão distintos na luta pela sobrevivência resulta em situações constrangedoras, revoltantes e às vezes, divertidas". R.M.Pavani pontua: "A questão de  vícios e virtudes é muito mais antiga que o cristianismo. É uma dualidade: o bem e o mal, o caos e a ordem".


Com 540 páginas, Maretenebrae nos apresenta discussões polêmicas com argumentos baseados em pensamentos de filósofos como Nietzsche e Schopenhauer, debate sobre temas como liderança, amizade, traição, amor, e sobretudo, honra. Também nos leva a lugares fantásticos com
cenas de batalha, mesclando terror e fascínio. Tudo isso com boas doses de humor e drama.


De forma esporádica, 5 ilustrações de miolo, incluindo um mapa (que podem ser baixadas no blog oficial), aparecem com a progressiva leitura, mas o diferencial fica por conta das 4 partituras musicais inseridas no final do livro para quem quer saber como tocar as canções entoadas durante a trama. No canal youtube de Maretenebrae, os autores apresentam também a música orquestrada "Peregrinatio" como a música tema de sua obra.


Maretenebrae é um épico digno, livre de clichês, criado por jovens autores ambiciosos que ainda tem muito que aprender e ensinar através de seus livros. Por que não acompanhar de perto o destino deles nesta aventura pelas terras de Sieghard?


--
L.P.Faustini & R.M.Pavani
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Eu ainda não li, mas a minha filha n°2 leu e disse que é muito bom!



Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Pretende escrever um livro num futuro próximo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Itens Mágicos Únicos


Olá a todos os que esperam ansiosamente todos os dias por uma postagem deste renomado blog. Hoje trago para vocês, principalmente RPGistas mais antigos, algumas armas mágicas com características diferentes do usual.

...

Uma das melhores coisas do tempo que eu mestrava mesas de Dragonquest, D&D (kit básico da GROW para 1º ao 5º nível) e AD&D 2ª edição, era a facilidade em colocar itens mágicos na aventura sem ter que se preocupar com os componentes de magias, pontos de experiência e a impossibilidade de que algum jogador espertinho pudesse recriar o item.


Cada item mágico era único. Depois que se permite ao jogador catar pontos para criar ou comprar um itens ao seu bel prazer , acaba-se por perder um pouco de efeito dramático. Aquela antiga espada ancestral que pertenceu ao antigo rei deposto que fazia seus inimigos tremerem passa a ser conhecida pelos jogadores como uma simples espada +2/+4 contra dragões e com as habilidades flamejante que qualquer mago do grupo pode reproduzir em grande escala com os talentos apropriados e a ajuda de um ferreiro habilidoso.

“Vocês já ouviram falar da grande espada lendária?” diz o bardo. “Aquela que pertenceu ao grande rei deposto?” retruca o mago e continua: “eu tenho um monte delas lá em casa e vendo três pelo preço de duas pra você meu caro amigo”.


Isso é tão trágico quanto cômico!

Alguns itens mágicos carecem de história e de singularidade, o que obriga o mestre a decidir se uma arma é de fato um artefato ou uma arma mágica comum. Pois sendo um artefato impossibilita a sua reprodução via mercado livre.

Essa decisão é essencialmente importante caso o mestre deseje que o item caia nas mãos dos personagens dos jogadores e que eles sejam obrigados a transportá-la ou fazer uso dela sem que ela perca sua unicidade. O que pesa nessa opção é que artefatos são costumeiramente poderosos, então dizer aos jogadores que uma simples arma +2/+4 contra dragões e flamejante é na verdade um artefato em uma campanha onde os personagens poderiam criar itens melhores ou mesmo comprar ali na esquina seria muito desanimador pois facilmente os personagens poderiam vender o suposto artefato para adquirir um com melhores habilidades.


Existem outras saídas para situações como essas. O mestre poderia determinar que os componentes de criação do item que os personagens têm em mãos se perderam a muito tempo. O item não seria um artefato e poderia ser menos poderoso, mas não poderia ser duplicado (o que pode render muitas risadas entre os jogadores ver o mago tentando sem sucesso fazê-lo). Uma saída mais fácil seria permitir ao item, por mais simples que seja, uma utilidade na trama da história como uma espada que é a chave que abre um portal de um templo antigo ou um martelo mágico que é o único capaz de destruir a filactéria de um poderoso lich.

Fica a dica do Gárgula e a gente se vê no próximo post.

Sobre o Autor:
O GárgulaO Gárgula. O Gárgula é professor de Literatura, desenhista e, músico, ArtDesigner e evangélico. Curte desenhos animados,
mas também gosta de séries complexas e bem elaboradas que fazem as pessoas refletirem.

domingo, 10 de junho de 2012

Primeiras impressões sobre o D&D 5


Alguns leitores pediram a opinião da equipe do Dragão Banguela sobre a vindoura nova edição de D&D. Como a "equipe" do blog se resume basicamente a mim e uma dupla de estagiários preguiçosos, aqui estamos nós.

...

A história todo mundo já está careca de saber (ou pelo menos deveria). Dungeons &Dragons (ou D&D pros íntimos) foi lançado em 1974, sendo o primeiro jogo de RPG do mundo (antes mesmo dele ser chamado assim). A popularidade do jogo foi tamanha entre os nerds que ele cresceu, foi ampliado e relançado em novas edições.

A primeira edição durou até meados dos anos 80, a segunda até o fim dos anos 90 a terceira foi até meados de 2007 (ou 2008, sei lá), até culminar na polêmica 4ª edição que conseguiu a proeza de perder o primeiro lugar na preferência dos jogadores (e a ironia das ironias é que ela perdeu pra um jogo que emula a terceira edição de D&D).

Eis que vem chegando a quinta edição e...

AH QUER SABER? FODA-SE ESSA MERDA!

A Wizards/Hasbro tem todo o direito de relançar o jogo quantas vezes ela quiser, mas os jogadores não precisam comprar. RPG não é igual a computador, não fica desatualizado. Se você quer manter seu PC rodando com Windows 95, parabéns, mas vai ter um monte de coisas que você não vai conseguir fazer. Agora se eu quiser jogar o meu bom e velho AD&D de 1995, adivinhem só, ele vai continuar sendo o MESMO RPG!

Bem, como o artigo ficou curto, vou ocupar as linhas seguintes contando uma piada:

A professora pergunta a seus alunos:


- Pedrinho, qual é a melhor coisa do mundo, na sua opinião?


- Jogar futebol, professora!


- Muito bem! E você Mariazinha, o que você acha que é a melhor coisa do mundo?


- Tomar sorvete, professora!


- Muito bem, Mariazinha! E você Joaozinho? Qual é a melhor coisa do mundo pra você?


- Buceta, professora!


A professora ficou indignada e chamou o pai do Joaozinho, o Sr. João até a escola.


- Senhor João, eu perguntei para o seu filho qual é a melhor coisa do mundo e ele falou que é buceta. Como pode uma coisa dessas?


- Ah, não esquenta não. Ele é garoto novo, nunca experimentou um cu!

Até o próximo artigo... Ou não!
Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Concorda com o Joaozinho.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Arena do Dragão Banguela! Round One, FIGHT!!! [ATUALIZADO]


Estreia aqui uma nova sessão no blog para inflamar a ira dos fanboys!

Na Arena DB dois entram, mas apenas um sai com vida!!!

...

Esqueçam as fichas e os dados. Esqueçam os livros e as regras. Agora imaginem uma situação hipotética em que esses personagens se enfrentassem em um conflito de vida ou morte.

De um lado temos um meio-elfo que não se encaixa em lugar algum na sociedade de seu mundo. Do outro lado temos um drow que TAMBÉM não se encaixa em lugar algum na sociedade de seu mundo.

Pois é...

Votem no seu personagem favorito e usem o formulário de comentários para argumentar como tal personagem ganharia a disputa. E nada dessa porra de "fulano e um personagem level 1000, é claro que ele ganha". Aqui na Arena DB, o que valem são os bons argumentos para a pancadaria (quase um paradoxo, pois quem recorre à violência não sabe argumentar).

Semana que vem saberemos o vencedor. Aproveitem para opinar em quem deve entrar na Arena DB! 

[ATUALIZAÇÃO]

Vamos agora conhecer o vencedor da primeira batalha (como se já não fosse óbvio pelos comentários):

  
Apesar da minha preferência pessoal, Tanis não deu nem pro cheiro e Drizzt saiu vitorioso da primeira batalha na Arena DB.
Fiquem atentos, pois em breve teremos mais combates emocionantemente nerds aqui neste mesmo bat-canal!
 

Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Fã de UFC, mas preferia o K1.

Resultados da Pesquisa do Dragão Banguela!


Vocês votaram nos seus jogos favoritos para as sessões de jogo online do Dragão Banguela. Então chegou a hora de conhecer os resultados!

...


Sem muitas surpresas tivemos o AD&D 2ª edição (que sempre foi o sistema favorito da casa) em primeiro lugar com 33 votos.

Em segundo lugar tivemos Vampiro: A Máscara com 19 votos. Apesar de não ser o meu jogo favorito no sistema Storyteller, é inegável que seja o mais popular. Só espero que essa popularidade não se deva a fãs de Crepúsculo infiltrados entre os leitores do blog.

Shadowrun e 3D&T empataram com 15 votos cada. Confesso que nunca joguei Shadowrun e seria interessante experimentar esse sistema. Já o 3D&T é um velho conhecido, além de ser perfeito para sessões rápidas.

Outro ponto que eu gostaria de destacar foi o das diferentes versões de Gurps. Sempre achei que o suplemento Supers fosse o mais popular (foi o livro que esgotou mais rápido), mas curiosamente o pessoal votou mais em Império Romano. Será que temos algum fã da série Roma aqui no blog?

A opção para outros sistemas ficou com 18 votos. Infelizmente, isso não me serviu de nada, pois muito pouca gente especificou QUAIS seriam esses outros sistemas.

Volto a lembrar que essa votação serviu apenas como um termômetro das preferências dos leitores. Não é porque apenas 5 pessoas votaram em Gurps Illuminatti que eu NUNCA venha a criar uma sessão de jogo com esse sistema.

Pois bem, obrigado pelas informações cedidas e aguardem novidades nas jogatinas online do Dragão Banguela!
Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Lembra em quem votou em todas as eleições.