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domingo, 29 de maio de 2011

Beast Wars - Resumo da Aventura




Ontem rolou a primeira aventura da nova temporada de mesas One-Shot aqui do Dragão Banguela e mais uma vez tivemos muita diversão nerd!

Quer saber o resultado? Cliquem no Leia Mais!

...

A premissa da aventura era relativamente simples e seguia razoavelmente os acontecimentos do desenho animado, mas com algumas invenções insanas minhas.

Uma nova Câmara de Inércia caiu no planeta, mas os computadores acusavam que não se tratava de uma câmara dos Maximals e sim de uma terrível experiência dos laboratórios dos Predacons em Cybertron.

Nessa câmara estavam contidos fragmentos da personalidade dos três membros da Brigada Aérea dos Decepticons, ou seja, Starscream, Thundercracker e Skywarp (os três caças dos Decepticons, pra quem já viu o desenho animado dos anos 80). Aparentemente, Megatron havia roubado essa capsula em sua fuga de Cybertron, junto com o disco de ouro dos Maximals.

Sim, na minha aventura Megatron é fdp a ponto de trair sua própria espécie! Aliás, vocês verão que nesse jogo os Predacons eram uma força a ser temida e até os imbecis do Waspinator e do Terrorsauro deram muito trabalho para os jogadores!

Mas enfim, no combate de naves mostrado no primeiro episódio do desenho, essa câmara também ficou em órbita da Terra e pra piorar as coisas pra nossos heróis, ela estava caindo próximo a um vulcão no território Predacon!

Infelizmente, nossos heróis chegaram tarde após contratempos com os Predacons voadores e ao chegarem lá, Megatron e Tarantulos haviam aberto a câmara de inércia e ativado a centelha ali contida, que se transformara em Deathwing, o mais forte dos Predacons.

Pra piorar mais as coisas o local onde o combate rolou era carregado de Energon e nossos heróis não poderiam ficar muito nas formas robóticas!

Deathwing tinha a mente estrategista de Starscream, os poderes sônicos de Thundercracker (um Ataque Especial Amplo) e o poder de Teleporte de Skywarp, uma combinação matadora!

Uma coisa muito legal dessa aventura é que mesmo eu não conhecendo nenhum dos jogadores, todos interpretaram muito bem seus personagens. Mesmo em uma aventura basicamente combativa, todos procuraram representar a personalidade de cada um conforme o desenho animado.

O resultado foi mais uma mesa online memorável. E que venham outras!

Para saber como foi a sessão de jogo em detalhes, basta fazer o download do resumo da sessão!

Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Técnico em Mecânica nas horas vagas. Narrador cybertroniano.


domingo, 21 de novembro de 2010

[Diário de Campanha] - AD&D by Dragão Banguela mesa 1 - Capítulo 7

Ráááááá!!!

Pensaram que eu esqueci os Diários de Campanha?

Tá legal, eu tô séculos atrasado, a aventura já terminou e eles já estão rumando para a próxima, mas fazer o que... coisas da vida.

Cliquem no Leia Mais para conferir uma breve recapitulação e em seguida mais uma parte da grande saga dos aventureiros do Dragão Banguela e cliquem no marcador Diário de Campanha para acompanhar os demais capítulos na íntegra.

Prometo que agora a periodicidade vai ser melhor... Eu juro!

...

Da última vez em que vimos nossos jovens aventureiros eles estavam perdidos em uma pirâmide em pleno deserto de Anauroch, ao norte de Faerun.

Eles faziam parte da caravana liderada por Monseh, em busca das ruínas de uma antiga civilização que de acordo com as lendas escondiam tesouros inimaginaveis.

Nossos aventureiros encontraram vários perigos em sua jornada, indo desde uma tempestade do deserto a um louco grupo de seguidores de um deus desconhecido.

Após se defrontarem com a Irmandade de Gorm, derrotando Kanadius, o líder da seita e afugentarem os sobreviventes, nossos heróis resolveram tomar um caminho diferente, voltando ao início do andar onde estavam.

O que eles não contavam é que os quatro cultistas sobreviventes, sempre com suas máscaras cerimoniais, voltassem por outro caminho para tentar vingar seus irmãos falecidos...

Capítulo Sete: O desesperado ataque da Irmandade de Gorm

Irmão de Gorm: - Por Gorm! Por Kanadius!

Ark dos Quatro Ventos: - Vão pro inferno, seus papa-cu!!!

Em uma fúria assassina os quatro guerreiros mascarados partem para cima dos aventureiros que trouxeram desgraça para sua ordem.

Minato Ironwill: - Vocês vão encontrar seus irmãos na morte!!!!

O combate irrompe, ambos os grupos lutando pela sobrevivência naquela terrível pirâmide.

Ark dos Quatro Ventos: - Pela glória do trovão, que caia o céu por cima de vocês! Todos vocês irão caiiiiir.....

Ark golpeia com força, mas a lâmina para na cota de malha sob a túnica de um Irmão de Gorm. Aproveitando-se da falha do druida o Irmão de Gorm golpeia com força e precisão ferindo Ark.

Um outro Irmão tenta golpear o mago Albernaizzer que, instintivamente consegue se abaixar a tempo de evitar a morte certa na lâmina de aço do oponente.

Um terceiro Irmão parte para cima daquele que julga ser o mais poderoso, mas o guerreiro Kerec consegue defender-se de forma eficiente com seu escudo, enquanto o quarto, inspirado pelo duelo de Kanadius parte para cima do sacerdote do falso deus e com uma estocada precisa consegue atinguir-lhe no ponto exato em que as juntas da armadura tem pouca eficiência defensiva.

Kerec então brande sua arma vigorosamente, mas não consegue desferir um golpe preciso, fazendo a arma golpear o ar, enquanto ma flecha assovia pelo campo de batalha, ficando crivada entre os elos da cota de malha que o Irmão de Gorm veste sob a túnica. Seu fanatismo o impede de urrar de dor.

Assustado com o terror do combate Albernaizzer junta as mãos e pronuncia as palavras para enfim, usar seu poder arcano. Concentrando o poder adiquirido após anos de treino, Albernaizzer sente as energias arcanas fluindo diretamente de sua mente para a ponta de seus dedos. Um dardo místico feito de energia brilhante surge por sobre o ombro do mago e se dirige como um raio em direção a um Irmão de Gorm.

Um lampejo do poder infinito vem à mente do mago enquanto um feixe de energias multicoloridas irrompe em um ataque mortal, e de repente esse poder se esvai da mente do mago, como se ele nunca tivesse compreendido tal força.

O raio simplesmente ignora a armadura do sacerdote, atingindo-lhe em cheio.

Com um golpe poderoso de sua maça, Minato desfere seu ataque atingindo em cheio o inimigo.

Minato Ironwill: - JULGA QUE SEU FALSO DEUS TE DA PODER? POIS PROVE O PODER DE UM DEUS VERDADEIRO!!!

Ark dos Quatro Ventos, completamente furioso por ter errado seu ataque e ainda tendo sido atingido, junta as mãos e profere palavras místicas perdidas no vento da manhã. Sorvendo o poder do orvalho, ele pede para que a natureza traga de volta a vida de seu ferido corpo.

Ark dos Quatro Ventos: - Curai-me, ó mãe natureza! Para que eu mande eles para que adubem a terra!

O dom curativo da natureza recupera em poucos segundos ferimentos que demandariam dias de repouso.

Sentindo-se recuperado Ark desafia seu inimigo.

Ark dos Quatro Ventos: - A natureza despreza seu deus, servo de Gorm!

Irmão de Gorm: - Cão Blasfemador!

Furioso o Irmão de Gorm o golpeia novamente, mas a ira cegara sua perícia em combate e o golpe fora aparado pelo escudo de Ark.

Ark dos Quatro Ventos: - A natureza está do meu lado, baba-ovo! Sinta o poder do trovão!

Outro Irmão de Gorm perplexo pelo poder arcano que o golpeara tenta eliminar seu inimigo.

Irmão de Gorm: Morra, bruxo maldito!

Albernaizzer sente uma dor lancinante quando a lâmina do sacerdote atinge-lhe a carne do ombro em um ferimento profundo que sangra de maneira infernal.

O terceiro Irmão de Gorm golpeia Kerec, mirando-lhe a cabeça, mas o guerreiro consegue erguer o escudo a tempo de evitar o pior.

Enquanto isso, o quarto Irmão de Gorm, talvez perplexo pelo fato de um infiel lutar tão bem, não consegue lhe golpear de maneira eficiente.

Em um acesso de fúria guerreira Kerec brande sua arma com mais força do que deveria e faz com que ela caia no chão sem causar mal algum ao oponente.

Nesse mesmo instante o pequeno Kenay dispara uma nova flecha de seu arco. A flechada teve pontaria suficiente para mirar o coração do inimigo, mas infelizmente ela não teve impulso suficiente para atravessar a armadura e atingir-lhe a carne.

Irmão de Gorm: - Por GORM!

Mesmo ferido e ensanguentado Albernaizzer saca sua funda e tenta um desesperado e talvez último ataque. Mesmo com a dor insuportável no ombro ferido, Albernaizzer gira sua funda e desfere um golpe magistral no inimigo, afundando-lhe a máscara sobre seu crânio. O homem tomba inerte.

Minato Ironwill se posiciona a frente do mago, para proteje-lo. Ele tenta proteger seu aliado de forma eficiente para evitar que ele seja golpeado, mas ao erguer seu braço para desferir o golpe a ombreira de sua imensa armadura acaba desequilibrando o mago.

Graças à agilidade refinada na prática de gestos arcanos complexos Albernaizzer consegue ficar de pé, apenas recuando alguns passos para trás.

Ainda tomado pela selvageria do combate Ark dos Quatro Ventos desfere um golpe poderoso no inimigo. A força desferida pelo golpe da lâmina é suficiente para separar a cabeça mascarada do restante do corpo. A cabeça gira duas vezes no ar antes de atingir o solo e o corpo só cai um segundo mais tarde, formando uma poça de sangue no chão.

Ark dos Quatro Ventos: - TOMA DISGRAMADO!!!

Assustado, um dos sobreviventes tenta uma bravata.

Irmão de Gorm: - Infiéis, morram em nome do Glorioso Gorm!

O Irmão de Gorm furioso por ver seu aliado morrer parte para cima de Kerec com todas as forças, desferindo-lhe um golpe preciso no braço que ficara desprotegido sem o amparo da espada.

Kerec sangra de maneira farta após o golpe do Irmão de Gorm, aparentemente o golpe foi poderoso demais e o jovem guerreiro é acometido por uma dor intensa.

Enquanto isso o outro Irmão engajado em combate com Minato tenta mais um golpe.

Irmão de Gorm: - Morra, cão do inferno! Veja Gorm no outro mundo!

Ark dos Quatro Ventos: - DESISTA, SEU IDIOTA SEGUIDOR DO DEUS PAGÃO!

Um golpe vigoroso atinge uma falha na armadura revelada após o fiasco no ultimo ataque de Minato.

Mesmo com uma de suas armas caídas Kerec, um verdadeiro arsenal vivo não estava desamparado e tinha outra arma à mão.

A lâmina do guerreiro dança no ar em uma velocidade estonteante, atignindo a carne do inimigo por duas vezes.

Kerec: - Você vai comigo pro infernooooooooooooooooo, malditooooooooooooooooooo!!!!!

Em uma demonstração brutal de força Kerec evoca toda a fúria e frustração dos combates anteriores e transforma seu inimigo em pedaços em questão de segundos. Gotas de sangue do inimigo banham a face do guerreiro. Ele nunca sentira-se tão bem em toda a vida como agora ao matar um inimigo em combate intenso.

Kerec: - Roooooooooooooaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrr!!!!

Nesse ínterim Kenay saca sua adaga e tenta atacar o restante na altura dos joelhos, temendo atacar com o arco um inimigo cercado de aliados.

Kenay tenta sem jeito conseguir atingir o inimigo nas pernas ou nas regiões púbeas, mas tudo o que consegue é cortar-lhe um pedaço da túnica.

Kenay Lythjanp: - GRRRRR, morra seu fanatico cego!

A ferida no ombro de Albernaizzer doi intesamente. O sangue jorra em profusão. Mesmo com a grande hemorragia e o cansaço por ter que se desviar de seu aliado Minato, o mago gira mais uma vez uma bala de fundo no ar.

Mas a dor nos ombros é tão aguda que ele já não consegue enxergar direito. A bala de chumbo voa fazendo um zunido aos ouvidos de Minato, mas apenas destrói alguns potes de cerâmica.

Enquanto isso Minato Ironwill se concentra e pede que Tempus empreste seu poder.

Minato Ironwill: - TOLO INFIEL, QUE O PODER DE TEMPUS ATRAVES DA MINHA VOZ SE TORNE UMA ORDEM A QUAL VOCE NÃO É CAPAR DE RESISTIR!!!

A voz de Minato soa diferente, como se não fosse ele quem falasse e sim uma força superior.

Minato Ironwill: - DURMA, TOLO INFIEL!

Ao ouvir o som da voz trovejante de Minato, o sacerdote cai em uma espécie de sono cataléptico.

Minato Ironwill: - Vamos tentar tirar alguma informação util dele.

Kerec: - Informaçao é o caralho! Vamos matá-lo e acabar com isso!

Kenay Lythjanp: - Calma, Kerec! Agora é a hora de ver se tem mais fanaticos de Gorm aqui.

Kerec: - Ele pode mentir, ou chamar os outros.

Albernaizzer: - Temos que ter alguma informação para irmos em frente. Não sabemos o que nos espera.

Minato Ironwill: - Mas nós sabemos tirar informações.

Kenay Lythjanp: - Ou podemos manda-lo andar na frente e armar as armadilhas.

Ark dos Quatro Ventos: - AMARRA-LO! Eu tenho uma corda!

Ark entrega uma corda para Kenay.

Ark dos Quatro Ventos: - Não sou bom com cordas, mas você parece bem agil!

Albernaizzer: Eu tenho a habilidade com isso.

Ark então entrega sua corda para Albernaizzer que começa a prender o sacerdote acometido pelo sono místico enquanto Kerec prepara sua espada a poucos centímetros do pescoço do Irmão de Gorm.

Com a movimentação o adormecido Irmão de Gorm começa a despertar.

Irmão de Gorm: - Que bruxaria é essa?

Ignorando todos esses fatos Ark usa suas ervas medicinais para fechar o terrível ferimento de Albernaizzer que tentava ignorar a dor sem muito sucesso, mas Ark não soube dosar a força com a qual aplicava as ervas no ferimento, apenas aumentando a dor do mago que gritara de dor

Albernaizzer: - Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

Enquanto isso Minato tentava interrogar o Irmãod e Gorm.

Minato Ironwill: - Calado infiel, o poder de Tempus te colocou para dormir. Se não quiser morrer lenta e dolorosamente acho melhor colaborar!

Kerec: - Não temos tempo pra isso! Você tem duas escolhas, uma morte dolorosa e lenta, ou falar o que queremos!

Minato Ironwill: - Calma, vamos nos acalmar antes de ver o que faremos com ele.

Kerec: Calma é o cacete!

Kerec, furioso corta um dedo do servo de Gorm com sua espada. Mesmo sangrando e sentindo muita dor o homem permanece resoluto.

Irmão de Gorm: - AAARGHH! Não direi nada para ajudar os infieis!

Insatisfeito com a resposta Kerec corta outro dedo do homem.

Irmão de Gorm: - AAAARRRGH!!! Gorm me dará uma morada nos céus ao lado das mais belas virgens, enquanto vocês terão esta pirâmide como seu túmulo!!!

Kerec: - Você pode parar com esse sofirmento.

Minato Ironwill: - Pode ser do jeito fácil, comigo... Ou do jeito difícil.... com ele...

Kerec: - Tudo que seu deus deu a vocês foi sofrimento.

Menos um dedo na mão do seguidor de Gorm...

Albernaizzer: Acalmem-se gente!!! Gomita...não estamos aqui para destrui-los, temos outros objetivos. Voce lutou com bravura e não precisa morrer

A hemorragia dos ferimentos causados por Kerec é tanta que o homem desmaia. Talvez por sadismo Kerec enfia a ponta da espada em um dos joelhos do homem desmaiado.

Ark dos Quatro Ventos: - Irei resolver isso de forma pacifica.

Ark usa seus talentos medicinais aprendidos após anos vivendo nas florestas para tentar despertar o homem.

Albernaizzer: - Bem...deixe ele amarrado e ferido por aqui mesmo e que Gorm decida sua sorte. Vamos embora daqui...podem aparecer mais gomitas.

Ark dos Quatro Ventos: - Deixem que eu cuido disso. Na minha tribo, eu quem julgava o caráter das pessoas, tenho um jeito em descobrir informações

Ark dos Quatro Ventos usa suas habilidades de sobrevivência e improvisa uma bandgem de folhas para cobrir os ferimentos nos dedos do homem mascarado. Enquanto isso, Minato tenta aplacar os ânimos de Kerec.

Minato Ironwill: - Calma, guerreiro! Não existe razão para tanta raiva!

Kerec: - Eu estou semi morto por causa desses fanáticos e você me diz que não devo ter raiva? Eles quase nos mataram, humilharam sua fé!

Minato Ironwill: - Mas eles estão no chão agora. Tempus sorriu para nós!

Albernaizzer: - Mas até quando esse deus nos sorrirá?

Kerec: - Dê-me mais uma chance! Se ele não falar ele é de vocês.

Graças às ervas de Ark o fanático sacerdote desperta.

Irmão de Gorm: - Gorm logo me poupará do sofrimento de estar entre vocês infiéis!

Ark dos Quatro Ventos: - Escute, você sabe o que são insetos? Andando pela sua roupa? Penetrando em sua pele? Posso fazer os insetos rastejarem pela sua pele, devorando sua carne e mordendo seus testículos. Você vai sentir os pequenos seres entrando no seu rêgo e devorando devagar todo o pedacinho que existe dentro de você. OU Você pode falar.

Irmão de Gorm: - N-n-não! B-b-b-bu-xaria NÃO!

Ark dos Quatro Ventos: - Sim, eu posso controlá-los, posso leva-los até o seu espírito, e pegar a sua fé. E esmagá-la, devagar entre as queliceras de meus queridinhos...

Albernaizzer: - Voce não sabe o que é bruxaria ainda, seguidor de Gorm....fale logo.

Ark dos Quatro Ventos: - Já imaginou, sua fé destruída? O que seu deus diria? Iria ser condenado para sempre ao fogo que você bem conhece! Muito bem, agora, FALE!

Irmão de Gorm: - O-o q-q-q-q-que os infiéis querem saber?

Kenay Lythjanp: - Nos diga se tem mais clérigos de Gorm aqui.

Irmão de Gorm: - Esse andar é o posto avançado da Irmandade de Gorm! É tudo o que sei!!! Os outros andares são dominados pelos outros ifieis, seguidores dos demônios Usamigaras e Madarua!

Kerec: - Onde achamos água e comida?

Irmão de Gorm: - Temos um pouco de alimento nos aposentos de Kanadius, mas o restante pegamos em nosso templo.

Albernaizzer: - Onde esta o Grimoire de Usamigaras?

Irmão de Gorm: - Grimo-de-quem ?

Ark dos Quatro Ventos: - O livro antigo, que emana grande poder, Sei que até você pode senti-lo!

Pelas palavras do seguidor de Gorm, Albernaizzer percebe que ele, de fato, não sabia nada sobre a localização do tomo que seu mestre procurava. Nem mesmo o blefe de Ark dos Quatro Ventos foi útil, por isso os aventureiros resoveram descobrir onde ficava o templo dos "gormitas".

Kerec: - Onde é o templo?

Irmão de Gorm: - Na ci-cidade...

Albernaizzer: - Como fazemos para irmos para essa cidade? Fale rápido!

Irmão de Gorm: - Des-descendo, ora!

Albernaizzer: - Por onde, qual porta?

Ark dos Quatro Ventos: - Um mapa! Onde tem um MAPA? É bom que você tenha, senão nem seu Deus irá lhe salvar!

Irmão de Gorm: - Kanadius tinha um mapa!

Minato Ironwill: - xiii...

Albernaizzer: - Existem armadilhas no caminho?

Irmão de Gorm: - N-não!

Albernaizzer: - Ótimo. Vamos gente, devemos vasculhar os aposentos de Kanadius em busca de comida e do mapa.

Kerec: - Certo, em gratidao por sua colaboraçao, deixaremos você ir.

Albernaizzer: - Não...deixe o amarrado e levamos ele para os aposentos.

Ark então corta a corda que prendia o já mal tratado e desarmado servo de Gorm. Albernaizzer então, com seu alto intelecto antecipa os planos do guerreiro Kerec.

Albernaizzer: - Ele não precisa morrer. Muitos já cairam hoje. Ele poderia nos guiar...

Minato Ironwill: - Difícil...

Ark dos Quatro Ventos: - EU NÃO CONFIO NELE!!!

Albernaizzer: Bem, foi só uma ideia.

Ark dos Quatro Ventos: - Um lobo que anda com hienas morre quando menos percebe.

Em uma tentativa desesperada de se vingar o homem já desarmado e extremamente ferido simplesmente tenta uma cabeçada em Kerec ao ser desamarrado. Nesse meio tempo Kenay lança sua adaga no homem, antes mesmo que Kerec pudesse esboçar uma reação.

A cabeçada do Irmão de Gorm atinge o nariz de Kerec e chega a sangrar um pouco, mas não é nada além de um mero incomodo

Kenay Lythjanp: - Cuidado Kerec, sua raiva as vezes lhe cega.

O golpe de Kenay, contudo, não consegue muita força, pois ele sacrifica a potência do arremesso para não acertar os amigos próximos. Ark dos Quatro Ventos e Kerec preparam seus golpes em fúria, enquanto Albernaizzer se afasta negando participar dessa barbárie. Minato balança a cabeça em reprovação. Tempus, seu deus protetor apoia que em tempos de guerra se tomem prisioneiros, mas aquela era uma situação diferente e completamente injusta sob a perspectiva do jovem clérigo.

Ark dos Quatro Ventos: - NÃO MACHUQUE A MINHA MATILHA!

Com um golpe preciso e rápido de Ark a cabeça do seguidor de Gorm é decepada.

Kerec: - Porrrraaaaaaaaa, Ark! Esse gosto era meeeeeeeeeeeeeeeeeeu!!!

Ark dos Quatro Ventos: - Terá sua oportunidade, Kerec, em outra hora.

Albernaizzer: - Que desperdicio...

Ark dos Quatro Ventos: - Iria deixa-lo viver, mas traidores não merecem nada. A natureza não perdoa os fracos, vamos!

Albernaizzer: - Espero que sua espada não tenha perdido o fio pois acho que vamos precisar dela.

Minato Ironwill: - Pobre infeliz, morrer desse jeito inutil... Amigos, vamos voltar até a sala do lider deles, pra pegar comida e descansar um pouco.

Os aventureiros retornam então ao aposento de Kanadius em busca de água, comida e descanso. Todos ainda com os ânimos exaltados devido os ferozes combates de ainda há pouco. Kerec recolhe a espada e o elmo de Kanadius, mas decide apenas guardar o elmo, já que este tinha pedaços de pele carbonizada, enquanto a espada estava em melhores condições.

Kenay vasculha os aposentos e encontra um pequeno fardo debaixo da cama que pertencera a Kanadius. Dentro do fardo, um punhado de hóstias e uma garrafa de vinho. Nunca pareceram tão saborosas.

Ark dos Quatro Ventos: - Comida de padre... MAS A FOME TA GRANDE!

Minato Ironwill: - Não é nenhum banquete mas já resolve bem.

A "refeição" dura poucos segundos, mas para quem não se alimentava de comida de verdade há dias parecera um longo jantar. Acomida apenas lhes atiça a fome, mas é suficiente para evitar algum eventual desmaio.

Kenay então decide vasculhar a próxima sala, enquanto os companheiros descansam. Ele abre a porta do outro lado da sala apenas o suficiente para que seus olhos de halfling prescrutem alguma coisa. A princípio ele vê uma grande colméia de abelhas.

Kenay Lythjanp: - SHHHHHHH! Silencio, ouço algo!

Olhando melhor ele vê ALGO que chama-lhe a atenção, desviando-a dos insetos.

Minato Ironwill: - Esperem amigos, parece que o pequenino ouviu algo!

Albernaizzer: - Deveríamos ter ido em frente, devem ser os clerigos do outro culto!

Kenay Lythjanp: - Não se preucupem, são só insetos pequenos nada demais. Podem relaxar, essa sala está vazia.



O que terá chamado a atenção do jovem halfling a ponto de decidir não alarmar seus companheiros de aventura? Descobriremos no próximo capítulo dessa saga!


Sobre o Autor:
O OráculoO Oráculo é o segundo em comando no Blog do Dragão Banguela e escreve sobre nerdices em geral no Dimensão X. Mago e Inspetor de Equipamentos nas horas vagas. Consegue narrar em Forgotten Realms sem conhecer quase nada do cenário, muito menos as regras de AD&D!



domingo, 25 de julho de 2010

[Diário de Campanha] - AD&D by Dragão Banguela mesa 2 - Capítulo 1

Saudações, macacada!

Aqui no blog, como vocês devem saber, eu, o Oráculo estou organizando um grupo de RPG virtual através da plataforma RRPG Firecast.

Atualmente o primeiro grupo já tem personagens ganhando XP, passando de nível e outros quase morrendo. Mas o sucesso desta mesa foi tanto que atendendo a pedidos eu organizei uma segunda mesa.

Para acompanhar as desventuras deste novo grupo basta clicar no Leia Mais...

...

Este segundo grupo joga aos sábados a partir das 23:00. O sistema, como sempre é o queridíssimo AD&D 2ª edição e o cenário é o clássico Forgotten Realms. Como no primeiro grupo eu estou me utilizando de módulos de aventuras da primeira edição de Dungeons & Dragons, com algumas modificações, principalmente em relação ao cenário, já que na primeria edição praticamente só havia o mundo de Mystara.

O grupo é composto por:

Stern Velorien - Humano, Ranger - Jogador: Saulo
Wargor Barba Prateada - Anão, Guerreiro/Clérigo de Helm - Jogador: Bruno
Ingroh Elwonfin - Humano, Paladino de Tyr - Jogador: Raphael
Everaska Naïlo - Elfo, Ladrão/Mago - Jogador: Leandro
Urik Bloodwar - Anão, Clérigo de Moradin - Jogador: Jonas

Aqui podemos notar uma grande diferença entre os dois grupos. Enquanto o primeiro grupo tem um representante de cada uma das classes básicas (guerreiro, mago, clérigo e ladrão, o quarteto clássico de D&D) e mais um druida, neste segundo grupo, além de termos dois multiclasse (guerreiro/clérigo e ladrão/mago), ainda temos a maior concentração de personagens com poderes divinos em um mesmo grupo. Exceto por Everaska todos os demais personagens jogadores do grupo tem acesso a magias divinas, embora o Ranger só terá acesso a elas em níveis avançados.

Pois bem, vamos ao Diário de Campanha da primeira sessão, lembrando sempre que eu destaco as falas mais importantes, seja para a trama de uma maneira geral, seja para demonstrar a personalidade do personagem. Lembrando também que o módulo utilizado só será revelado após o final da saga (e se tudo der certo ele será disponibilizado para download).


Capítulo Um - Uma Cidade Feminista

Local: Baronato de Gulluvia, nos limites entre Sembia e a Terra dos Vales.




Este pequeno Baronato, ausente em muitos mapas e de pouca expressividade econômica só é conhecido pelo curioso fato de sua população ser predominantemente feminina. Além disso, os poucos homens que vivem na cidade são considerados cidadãos de segunda classe. O pequeno baronato era governado por Lady D'hmis, uma obesa baronesa, com esta estranha aversão a pessoas do sexo masculino.

Porém, quis o destino que cinco seres do sexo masculino chegassem até Gulluvia e causassem mudanças que futuramente seriam drásticas para esta região. Contudo, somente o tempo nos dirá se são mudanças positivas ou negativas.

Everaska Naïlo foi o primeiro a chegar. Como um aventureiro profissional, sempre em busca da emoção de uma nova caçada ele logo foi atraído pela notícia de que Lady D'hmis oferecia uma recompensa para aqueles que pudessem resgatar uma jóia de valor sentimental que fora-lhe roubada e escondida nas ruínas de um antigo palácio.

Em um primeiro momento o elfo Everaska estranhou o fato da mansão de Lady D'hmis ser vigiada por guardas mulheres. Na verdade ele não viu nenhum guarda do sexo masculino nesta cidade!

Na mansão ele foi recebido pela rotunda Lady D'hmis, que lhe oferecera uma recompensa para que ele encontrasse o jóia que lhe fora subtraída. Provavelmente, para D'hmis, era mais fácil pagar um estranho para fazer o serviço do que sacrificar alguma de suas guardas, afinal, se algum aventureiro morresse na viagem, não lhe faria falta alguma.

Neste memso momento uma das guardas anunciara a chegada de mais um forasteiro à mansão de D'hmis. Tratava-se de Stern Velorien, um caçador seguindo os passos do pai.

Stern ouvira falar sobre a proposta de D'hmis na taverna local, a Leoa de Prata e resolvera aceitar a oferta de serviço. Contudo, D'hmis dissera-lhes que a recompensa deveria ter de ser dividida. Ainda assim, quinhentas moedas de ouro ainda era muito mais dinheiro do que eles já haviam visto em toda a vida, mesmo se tivessem de dividí-las!

Curiosamente, Stern tratava o elfo Everaska como alguém mais jovem que ele, o que causava certa indignação no elfo, que com certeza vivera bem mais do que o jovem caçador.

Dias antes, um guerreiro andarilho rumava a Gulluvia. Era Ingroh, um homem em busca de vingança contra o maligno Leon Serus, um cavaleiro que devastara sua terra natal. De acordo com as últimas pistas que tinha, Leon estava em Gulluvia, portanto Ingroh iria para lá fazer justiça com as próprias mãos. A justiça de Tyr, divindade guia deste jovem paladino.

No meio do caminho o jovem Ingroh encontrara uma família de fazendeiros que rumava para Sembia para tentar vender suas mercadorias. Ingroh insistira em acompanhá-los e protegê-los de possíveis monstros, mesmo que a estrada para Sembia fosse o caminho oposto de Gulluvia.

Ingroh fora avisado pelos fazendeiros para tomar cuidado com Gulluvia, pois aqueles do sexo masculino não eram nem um pouco bem vindos lá. Após passar a noite em uma pequena estalagem na região fronteiriça de Sembia, Ingroh novamente se pos em seu caminho para Gulluvia, na esperança de que Leon ainda estivesse por lá.



Contudo, outras pessoas também tinha interesse em rumar para Gulluvia. Um deles era Wargor Barba Prateada, ex-membro de uma companhia de batedores. Wargor afastara-se da vida militar após sua companhia ser emboscada por um grupo de bandidos, causando a morte de muitos de seus companheiros e o desaparecimento de outros, sendo um deles Warmor, seu pai. Wargor vagara pelos Reinos em busca de qualquer pista que o levasse a seu pai e as últimas notícias que ele tivera era que Warmor estaria em Gulluvia ou em suas proximidades. Buscando forças em sua fé em Helm, o deus vigilante, o anão fora até o baronato.

O último forasteiro interessado em ir até Gulluvia era Urik Bloodwar. Este jovem anão (jovem para os padrões dos anões, obviamente), fervoroso sacerdote de Moradin, criador da raça anã, tinha como objetivo encontrar um "coração de pedra", perdido nas ruínas de um antigo palácio dos anões. Ele deveria encontrá-lo para salvar a vida de seu mestre Trafnar, que fora acometido por uma estranha moléstia que o mataria em breve.

Os três se encontraram no Leoa de Prata, no mesmo momento em que Everaska e Stern estavam na mansão de Lady D'hmis.

Ao ver Urik, o único anão além dele, Wargor foi puxar assunto:

Wargor: Bom dia.

Urik: Bom dia, irmão. Desejas algo?

Wargor: Desculpe incomodar, mas não pude deixar de perceber que você também não é daqui. Posso me sentar?

Antes que Urik pudesse responder, Ingroh, que também havia chegado a pouco no Leoa de Prata ouvira a conversa e se intrometera:

Ingroh: Viajantes tambem? Desculpe incomodar, mas eu ouvi assim por relance. Prazer, Ingroh Elwonfin, Paladino de Tyr!

Urik: Vim de longe, de Portal de Baldur. Me chamo Urik Guerra no Sangue, sou um Clérigo do poderoso Moradin!

Wargor: Wargor do Clã Barba Prateada, das Montanhas do Crepusculo, sigo Helm e admiro muito Tyr

Ingroh: Venho de Erebus, um feudo antes muito conhecido, mas agora que somos conhecidos, vieram a esse baronato com essas belas mulheres por que motivo?

Urik explicou então que estava em missão sagrada, enquanto Wargor contou que estava em busca de seu pai. Os três aproveitaram para se conhecer e também para perguntar ao taverneiro se havia mais algum templo no local.

Em verdade, Gulluvia não era um local reconhecido por sua religiosidade. Havia apenas um pequeno templo dedicado a Chauntea, deusa da agricultura, e mesmo assim na maior parte do dia o templo ficava fechado, pois a sacerdotisa ficava junto com os trabalhadores na lavoura, abençoando o serviço para que a colheita fosse farta.

Os três resolveram mesmo assim ir ao templo, mas não antes de Ingroh tentar cantar a garçonete...

Ingroh: Sabia que você tem olhos lindos?

A jovem garçonete não responde, ficando mais corada que um pimentão.

Ingroh: Voltarei daqui a pouco, e conversaremos melhor. (Ingroh dá uma pisca o olho para a garçonete)

Garçonete: S-s-sim, s-s-senhor!

Os três aventureiros foram então tentar encontrar alguém no templo de Chauntea, um local muito humilde, visto que a deusa não aprovava uma vida de muitas posses materiais. Infelizmente descobriram que não havia, de fato, ninguém no local. Resolvem então voltar à Leoa de Prata tentar conseguir alguma informação.

Urik (falando em idioma anão): Já ouviu falar sobre Coração de Pedra de Moradin?

Wargor (falando em idioma anão): Infelizmente não, Urik.

Urik (falando em idioma anão): Preciso encontrar essa pedra, ela pode estar por estas terras. Amanhã ou ao anoitecer irei no templo a Chauntea saber se eles conhecem a pedra.

Wargor (falando em idioma anão): Certo, irei com você.

Urik (falando em idioma anão): Tudo bem irmão. Lhe agradeço.

Wargor então chama a garçonete que ao ver Ingroh sentado junto aos anões ficar corada e com um sorriso mal disfarçado.

Wargor: Senhora, fiquei sabendo que está acontecendo uma cerimônia pelos clérigos de Chautea, você poderia nos dar alguma informação a respeito?

A garçonete responde sem tirar os olhos do paladino.

Garçonete: A cerimônia ocorre todos os dias, para abençoar a lavoura. Fica a poucos minutos de caminhada daqui.

Neste momento Everaska e Stern chegavam juntos à Leoa de Prata. Everaska Naïlo acaba pensando alto demais:

Everaska: Aventureiros! Será que também querem a recompensa?

Ao ver os viajantes Ingroh abre um largo sorriso como se os conhecesse desde sempre:

Ingroh: Prazer novos viajantes, meu nome é Ingroh Elwonfin, Paladino de Tyr! Nao se acanhe, velho elfo, puxe uma cadeira e sente-se com a gente!

Wargor: Que quis dizer quando entrou na taberna?

Everaska: Oras, há rumores por todos os lados! Lady D'hmis contrata aventureiros.

Ingroh: Não soube dessa noticia, tenho que estar mais atento. Mas, conte-me mais, que tipo de aventura?

Everaska: Há bandidos escondidos em uma ruina de um palacete, a poucas horas de viagem a noroeste. Eles detêm um item de grande valor sentimental a Lady D'hmis.

Ingroh: Bandidos? Me conte mais.

Urik (falando em idioma anão para Wargor): Um elfo, e mais humanos. Não confio neles.

Wargor (falando em idioma anão para Urik): Podemos encontrar mais informações, eles parecem ser aventureiros.

Urik (falando em idioma anão para Wargor): Humanos são ganaciosos, e se souberem da pedra, podem querer possuí-la.

Everaska: Enfim, há uma recompensa a ser dividida.

Ingroh: Nao ligo pra recompensas, só desejo justiça!

Everaska (cochichando para Stern): O maldito é um paladino!

Ingroh: Sabem mais detalhes sobre esses bandidos?

Everaska: Sabe como são os nobres, e principalmente as nobres: Ela já considerou o maior dos favores se dignar a falar comigo para o contrato, imagine tentar arrancar informações extras.

Ingroh: Mulheres... Por falar em mulheres, preciso resolver um assunto pendente.

Neste momento, Urik desejou se ausentar e foi tentar conseguir um quarto. O Leoa de Prata tinha acomodações humildes, portanto mesmo um sacerdote poderia pagar com suas parcas posses.

Urik: Esse quarto é para mais de uma pessoa?

Taverneiro: São acomodações individuais, meu senhor, mas alguém do seu tamanho pode dividir o quarto com outra pessoa sem problema.

Urik: O que você disse taverneiro?

Taverneiro: Ora, me perdoe, senhor... mas não estamos acostumados com pessoas tão diminutas... sois um anão, certo?

Urik: Sim, humano. Mas não enfureça um anão.

Taverneiro: Eu tinha um primo assim... ele nasceu defeituoso.... pernas curtas, traseiro grande... pobre diabo... só não era barbado como você e o outro... ele é seu pai?

Urik: Anões são perfeitos, e isso são imperfeições humanas, o que você acabou de me dizer.

Taverneiro: Não enfurecerei os senhores. Para compensar minha ignorância uma rodada de cerveja para todos os cinco!

Everaska: Que bom, eu não poderia pagar mesmo! Continue a nos enfurecer, gentil taverneiro

Urik: Não quero cerveja humana. Pode ficar.

Temendo problemas Ingroh puxa Urik pra um canto:

Ingroh: Acalme esses animos de anão, nao sabemos o que esse povo pode fazer.

Urik: Você tem medo? Nós anões não temos medo. Com licença, irei para o quarto descansar.

Ingroh: Não é medo, é apenas discrição.

Na mesa Wargor continuava olhando desconfiado para os recém chegados, principalmente o elfo Everaska:

Everaska: Mestre Wargor, é certo que a beleza élfica prende os olhos, mas vosso olhar fixo começa a me deixar desconfortável.

Wargor: Sei que a beleza élfica prende aos olhos, mas meu olhar não é para ela nobre elfo!

Após esta frase Wargor se levanta e vai procurar Urik em seu quarto. Ambos conversam no idioma nativo de sua raça.

Urik: O que foi?

Wargor: Posso falar com você um instante?

Urik: Diga Wargor.

Wargor: Está tudo bem?

Urik: Porque perguntas?

Wargor: Apesar de ter lhe conhecido hoje, sei que está irritado... O taberneiro não sabe o que fala, ele mal conhece seu proprio povoado, é uma pobre alma. Você tem um proposito maior,isso só lhe afasta de seus objetivos.

Urik: Sim Wargor, sim. Sabe, não tenho pena de fracos. Sou um Clérigo, mas não sou bomzinho. Fracos merecem a derrota, e se provocam a ira de um forte, merece ser derrotado, entende?

Wargor: Entendo... Guarde essa energia para focá-la em sua missão.

Urik: Mas sei que eu poderia ser preso pela guarda, então eu não o abati.

Wargor: Desculpe, não quero incomodá-lo mais, descance.

Urik: Wargor, quero descansar realmente. Se puder fazer um favor? Se souber que o templo de Chantea está com os membros no templo onde poderemos conversar com eles, você me avisa aqui?

Wargor: Claro! Agora descançe, que moradim esteja sempre com você!

Nesse meio tempo, Ingroh contava novamente a história de seu povoado destruído pelo maligno cavaleiro Leon Serus. Pouco depois Wargor volta à mesa.

Ingroh: E o Urik, está melhor?

Wargor: Sim, já conversei com ele.

Após o retorno de Wargor os aventureiros retomaram o assunto sobre a tarefa oferecida por Lady D'hmis.

Ingroh: Onde precisamos ir para pedirmos mais informações?

Stern: Meu caro amigo paladino, acho que não precisa ir a lugar algum. Tanto eu quanto o jovem elfo estivemos com a baronesa hoje cedo, ela já falou bastante (porra nenhuma por sinal) e vá por mim pelo jeito que ela nos tratou, o fato de vocês irem lá não vai mudar muita coisa.

Taverneiro: O jovem homem tem razão... Se ela ver os anões é capaz de mandá-los serem chicoteados em praça publica!

Ingroh: E ela é bonita?

Stern: Bonita? Haha depende da sua coragem!

Everaska: Não há necessidade de nova audiência, ela nos autorizou a reunir um grupo.

Everaska e Stern continuam contando os detalhes de sua visita à Lady D'hmis e das ruínas do palácio onde os ladrões poderiam estar escondidos. Wargor se lembra da descrição de um antigo palácio dos anões que Urik lhe passara quando se conheceram e imaginiou que isso pudesse o levar a pistas de seu desaparecido pai. Ingroh acabou aceitando a tarefa também, pois jamais se recusava a um pedido de ajuda, ou qualquer outra coisa que razoavelmente parecesse com um pedido de ajuda. Antes disso, porém, o paladino mais uma vez procura a garçonete ruiva.

Ingroh: Vamos ao meu quarto?

Garçonete: M-m-mas, s-s-senhor! E-e-eu mal conheço o senhor! Meu nobre guerreiro, não sei se as mulheres de seu reino são tão fáceis assim, mas mesmo que tenhas um porte nobre eu não me entrego para um desconhecido!

Ingroh: Entao, me desculpe senhora, depois podemos conversar, entao?

Garçonete: Seria uma honra conversar... CONVERSAR!

Novamente, Wargor vai conversar com Urik, sempre no idioma dos anões:

Urik: O que foi Wargor?

Wargor: Acho que tenho uma boa informação.

Urik (abre a porta do quarto): Informação?

Wargor: Descobrimos com os outros aventureiros que uma nobre local está contratando aventureiros para encontrar uma joia e essa joia parece ser um coração.

Urik: O que?

Wargor: Não pode ser o que procuras?

Urik: Sim Wargor! Essa jóia pode ser a que procuro. Mas veja, ela tem que ser minha e eu preciso levá-la até meu mestre.

Wargor: Primeiro vemos se ela é realmente o que procura.

Urik: Entende a gravidade? Se ela for a pedra que procuro, eu terei que leva-la para meu mestre.

Wargor: É a nossa unica pista. Daremos um jeito meu irmão.

Urik: Tudo bem. Isso fica só entre nós então. Moradin está conosco.

Os aventureiros então decidem dormir na estalagem e na manhã seguinte rumarem para as ruínas encontrarem a jóia. Cada membro do grupo tem objetivos distintos, Everaska e Stern estão apenas atrás de um pouco de ação e, quem sabe, uma recompensa. Ingroh, apenas deseja que seus feitos heróicos sejam reconhecidos, Urik tem o claro objetivo de encontrar a jóia, mas não desejaria entregá-la a D'hmis ou qualquer outra pessoa, enquanto Wargor deseja ajudar seu irmão de raça, na esperança de que encontre pistas sobre o paradeiro de seu pai.

Conseguirá um grupo tão distinto assim permanecer unido e sobreviver? Descubram nos próximos capítulos!


quinta-feira, 22 de julho de 2010

[Diário de Campanha] - AD&D by Dragão Banguela - capítulos 4, 5 e 6

Saudações meu povo!

Como vocês bem sabem, eu estou narrando duas mesas de AD&D através do programa RRPG para os jogadores/leitores do Dragão Banguela.

A proposta era, além dos jogos, que houvessem Diários de Campanha, mas eu me enrolei mais do que papel higiênico e só publiquei três capítulos, sendo que já tivemos quase dez sessões de jogo!

Por isso, desta vez eu vou fazer uma mega atualização, com mais três capítulos, para manter um ritmo mais acelerado até que eu consiga acompanhar o passo das mesas. Lembrando que quem possui conta no orkut pode acompanhar o resumo das sessões lá na comunidade do Dragão Banguela.

Mas se você não está nem aí para estas sessões de jogo deve se perguntar, porque eu deveri a perder emu tempo com isso? Ora, meu caro gafanhoto! As motivações de um mago são misteriosas para os pobres mortais com Inteligência menor que 18, por isso, tudo o que posso dizer é que esta mesa de RPG virtual garantirá novidades interessantíssimas mesmo para quem não está jogando ou não curte esta modalidade de jogo.

Aguradem novidades! Enquanto isso sentem o popozão na cadeirae uma boa leitura...

...

Cada capítulo representa uma sessão de jogo. As falas foram editadas para corrigir os erros de digitação típicos da internet.

Não existem menções às regras do jogo, mas em algumas situações é fácil descobrir quando alguém tirou 1 no dado de ataque.

No final do artigo há um mapa mostrando todas as salas exploradas pelos aventureiros neste andar, até o momento em que o Diário terminou.


Capítulo Quatro: Odores na Noite

Após o combate com os enormes besouros luminosos, nossos aventureiros decidiram investigar mais à fundo a pirâmide no deserto.

Kenay usou de suas habilidades para procurar armadilhas em uma das portas. Após constatar que era seguro ele abriu-a e viu-se em um corredor não muito longo que terminava em uma bifurcação em "T". A cada lado do corredor uma porta.

Resolveram investigar a porta da direita, onde havia um símbolo de uma balança. Ao abrir cuidadosamente a porta constataram que tratava-se de uma espécie de dormitório abandonado, com uma cama, um baú, uma escrivaninha e um símbolo de madeira preso a uma das paredes, representando a mesma balança que havia na porta.

Nesse meio tempo, Ark dos Quatro Ventos resolvera comer um dos ovos que trazia consigo. Este era o alimento favorito do jovem druida, o problema é que após tantos dias de viagem pelo deserto, os ovos já não tinham mais a mesma qualidade. Além disso, o druida era acometido de um mal sempre que comia ovos. Um mal gasoso... e inapropriado para o momento na pirâmide!

Bem no momento em que os jovens e perdidos aventureiros investigavam aquela sala vazia, Ark fora acometido deste inconveniente e sonoro efeito colaretal, o que causara um enorme susto nos demais aventureiros, que sacaram suas armas pensando se tratar de algum inimigo.

Fora esse pequeno inconveniente, Albernaizzer encontrara uma folha muito velha de pergaminho, onde mal conseguia-se reconhecer alguma coisa. Ele conseguira compreender duas letras usadas em escritas arcanas, as letras "Cyn" e "Zar", o que na verdade não trazia conclusão alguma, já que a escrita arcana, muitas vezes não tinha significados compreensíveis.

Tentaram investigar a outra sala, onde pela brecha da porta Kenay observou um cadáver humano sendo devorado por uma espécie de lagartixa gigante. O pobre infeliz vestia uma túnica e seu rosto era coberto por uma máscara em formato de pássaro e com adornos dourados.

Ark dos Quatro Ventos tentou convocar seu poder sobre as feras para amansar a criatura e talvez torná-la aliada:

Ark: Torne-se meu aliado, e seremos mais fortes juntos!

Mas tudo o que conseguira foi chamar a atenção do animal, que antes devorava o braço do cadáver destraídamente.

Albernaizzer: Pau nele, Kerec!

Kerec: Avante!

O guerreiro de espada em punho avançou investindo sobre a criatura, Minato, o sacerdote do Deus da Guerra o segue. Contudo, eles não contavam com que a couraça do animal fosse tão espessa a ponto de deter os golpes da espada e da maça dos aventureiros.

Mais inesperado ainda fora a investida de uma outra criatura semelhante que estava de tocaia no teto da sala e não fora avistada pelos aventureiros. O ser mordeu com força o ombro de Kerec, fazendo o sangue rubro verter.

Puseram-se então a combater as criaturas. Albernaizzer, apreensivo com o combate inesperado acabou errando a medida do giro com a funda e acabou lançando uma pedra na testa de Ark. Kenay partiu para o combate com seu arco e flechas enquanto Ark usava sua cimitarra.

Minato, preocupado com o sangramento constante de Kerec convocou o poder de Tempus para curá-lo, afim de que continuasse em condições de combate.

Kerec, empolgado com o calor do combate acabou atingindo a barriga do pobre cadáver.

Kenay: Este já esta morto, Kerec!

Talvez por parecerem os mais ameaçadores, as criaturas focavam seus ataques em Kerec e Minato que receberam algumas mordidas bem dolorosas.

Minato: ANIMAL IMUNDO, VOU DEMOSTRAR A FURIA DE TEMPUS EM SUA CARCAÇA!

Curiosamente, após o incidente com a funda, Albernaizzer compensou a falha atingindo os lagartos com precisão tremenda, enquanto os mais fortes do grupo não conseguiam atingí-los com eficácia.

Após derrotarem os animais monstruosos os aventureiros passaram a investigar a sala. Kenay guardou a máscara consigo, enquanto os demais avaliavam os danos causados pelo combate.

A sala era muito semelhante à anterior, por isso resolveram que seria uma boa ideia descansar ali e usar a carne das riaturas como alimento.

Ark dos Quatro Ventos usou seus dons druidicos para separar da carne das criaturas tudo o que havia de podre, fazendo-na comestível. Os aventureiros usaram pedaços de madeira da cama e da escrivaninha para acenderem uma pequena fogueira, capaz de assar a carne das criaturas.

Após esse estranha refeirção puseram-se a descansar, sempre mantendo um aventureiro acordado para vigiar o sono dos demais.

Albernaizzer ficou com o último turno de guarda para poder estudar seu Grimoire ao despertar, mas ao acabar de ler as complexas fórmular arcanas e armazenar suas energias místicas em sua mente, ele ouviu o som de passos vindos do corredor. Teriam sido eles descobertos por mais inimigos?



******************************

Capítulo Cinco: A Irmandade de Gorm

Não fora uma noite de sono agradável. A sala era preenchida pelos odores da morte e dos gases do druida Ark dos Quatro Ventos. Ainda assim hvia sido a melhor noite de repouso desde a saída de Zeltannia.

Albernaizzer acordara todos os demais ao ouvir o som de passos que se tornava cada vez mais distante. Os aventureiros s prepararam o mais rápido possível e foram procurar a origem do som.

Kenay novamente fora como batedor e os aventureiros seguiram até a bifurcação em T, pegando o caminho à direita. Avistaram um corredor iluminado com tochas presas à parede. Na parede à direita haviam duas portas uma ao lado da outra e no fim do corredor uma estátua dourada com a mesma forma do homem barbudo que havia no topo da pirâmide.

Kenay colou o ouvido na porta mais próxima e pôs-se a ouvir qualquer ruído, imaginando que os donos dos passos ouvidos pelo mago tivesse entrado ali.

Kenay (sussurrando): Façam silêncio!

Em uma espécie de língua comum muito antiga, Kenay conseguiu distinguir apenas palavras como "Mestre", "infiéis" e "irmandade".

Kenay (sussurrando): Falam comum, mas tem palavras estranhas, não entendi direito... Algo sobre "Mestre"... "infieis"... "Irmandade".

Kerec: (sussurrando): huum... Eles podem ser nossas únicas fontes de informaçao sobre esse local.

Minato (sussurrando): O que faremos? Tentaremos dominar eles ou verificamos a próxima sala?

Kerec (sussurrando): Acho que devemos abordá-los.

Albernaizzer (sussurrando): Podem ser membros de algum culto...

Kenay: Vamos tentar o diálogo diplomatico, para conseguir informações... Qualquer coisa entramos no combate.

Ark (sussurrando): Mantenham-se atentos, não sabemos se podemos confiar neles.

Minato (sussurrando): Tem razão, podemos fazer deste modo, mas quem irá tentar conversar?

Albernaizzer (sussurrando): Eu voto no clerigo. Se não der certo deixe que a espada de Kerec fale pela gente.

Ark (sussurrando): Devemos subjuga-los e depois perguntar, se querem a minha opinião...

Kerec (sussurrando): Façamos o seguinte. Vocês fiquem proximos da porta, eu e Minato iremos e tentaremos o contato. Qualquer coisa vocês avançam.

Albernaizzer (sussurrando): Vamos então.

Minato (sussurrando): Batemos na porta ou entramos de uma vez?

Kerec (sussurrando): Batemos. Você bate.

Albernaizzer (sussurrando): ora... E o que diremos? Olá?!

Após um par de batidas secas na porta, os aventureiros foram recepcionados por um homem vestindo uma túnica azul. Seu rosto é coberto por uma máscara com o rosto de um homem barbudo, com longos cabelos e olhar severo. Presa em sua cintura, uma espada longa.

Mascarado: O que desejam, forasteiros?

Olhando por sobre os ombros dele os aventureiros avistam mais quatro homens vestidos da mesma maneira.

Minato: Nós nos perdemos no deserto e acabamos vindo parar aqui, não é nosso desejo lutar ou fazer mal algum, somos apenas um grupo de viajantes perdidos. Poderia nos ajudar?

Albernaizzer: Estamos procurando dois dos nossos que se perderam na tempestade.

Mascarado: E porque viajantes andariam com tais armamentos? Que estranhos ventos os trazem aqui?

Kerec: A viagem pelo deserto é muito perigosa, precisamos nos defender.

Albernaizzer: Estranhos ventos... Como você disse. Fomos pegos por uma estranha tempestade de areia e viemos parar aqui por acidente.

Minato: Cada um de nós tem uma missão, e essas missões acabaram nos unindo nessa viagem.

Mascarado: Certo, forasteiros. Adentrai e façamos as devidas apresentações.

O homem os guia para dentro da sala e os aventureiros guardam suas armas.

A porta por onde eles entram é próxima a uma parede à esquerda. Na outra extremidade da sala, em frente a porta por onde entraram havia outra porta e do lado esquerdo também havia uma porta, próximo à do outro lado. No lado direito da sala, proximo à parede existem três beliches.

Mascarado: Então, quer dizer que vocês se perderam no deserto?

Minato: Permita que eu me apresente, meu nome é Minato Ironwill, um servo dos Deuses.

Kenay: Com sua licença senhores, sou Kenay um artista das Regiões Conhecidas.

Ark: Ark dos Quatro Ventos, Druida da tribo dos Garras de Ventania, Guardiões da floresta dos Quatro Ventos.

Mascarado: Deuses? Só há um Deus verdadeiro!

Mascarado 2: Glória ao grande Gorm!

Ao dizer essas palavras todos os mascarados levantaram a mão diireita fechada em punho.

Albernaizzer: Meu Nome é Albernaizzer Namarch, de Amn e vocês quem são?

Mascarado: Por acaso sois infieis perante o poder do Grande Gorm?

Ark: Sim e ele representa tudo, o que não é apenas uma coisa. Por isso meu amigo usou o coletivo. Mas ele se referia ao grande Gorm!

Minato: Me perdoem, não soube me expressar... (neste momento Minato começou a duvidar se poderia mentir sobre sua fé).

Ark: Que comanda todas as coisas e tudo o que há!

Mascarado: Somos membros da Irmandade de Gorm. Controlamos esta região.

Ark: Salve o grande Gorm!

Irmão de Gorm (agora não mais um mascarado genérico): Gorm é o portador do Trovão e senhor desta terra!

Ark: Comanda o mais fantástico dos elementos, eu diria!

Kenay: Que Todos Os Mortais Saudem e Celebrem o Grande Gorm irmãos.

Albernaizzer: E esse é seu templo?

Irmão de Gorm: Não... esta pirâmide não é um templo. Nosso templo fica aqui dentro, mas não é o único.

Albernaizzer: Bom, caro Irmão de Gorm, talvez você possa nos ajudar. Estamos procurando dois amigos que se perderam na tempestade.

Irmão de Gorm: Sinto dizer, mas muito pouca coisa sobrevive às tempestades lá em cima. E há tempos nós não vamos lá fora, por isso não sei dizer se alguém passou por aqui.

Kenay: Percebemos... Mas me digam, o povo da cidade. Foram mortos ou abandoram o local?

Irmão de Gorm: Além do mais, nossa cruzada contra os infiéis nos proibe de desviar nossa atenção. Falaste sobre a cidade lá fora, pequenino?

Kenay: Sim, por onde chegamos.

Irmão de Gorm: Infelizmente eu só a vi poucas vezes... Parece que sempre foi daquele jeito... Dizem que os infiéis a destruiram com seus poderes profanos.

Kenay: Entendo, e sabem me dizer se mais alguem andou por essa piramide? Procuramos o guia que nos trouxe até as imediações desta cidade.

Albernaizzer: Infieis você diz... Hum, fale-nos mais sobre eles.

Irmão de Gorm: Tudo o que sabemos sobre este local é nossa missão sagrada de vigiar este setor... Infelizmente existem muitas criaturas hostis. Os infieis professam fés sinistras, estamos em conflito com eles há gerações.

Kerec: Eles também ficam nesta pirâmide?

Ark: O que há além do subterraneo da piramide?

Albernaizzer: Você acha que eles podem ser os responsáveis pela tempestade de areia?

Irmão de Gorm: Ora... parece que vocês são mesmo forasteiros!venham... nosso mestre Kanadius saberá o que fazer com vocês. Ele sabe tudo e vê tudo, graças à visão do Grande Gorm!

Albernaizzer: E onde está seu mestre?

Ark: Leve-nos ao seu mestre, e que o Grande Gorm seja cada vez mais poderoso com o passar dos anos!

Albernaizzer: Agradecemos por toda ajuda que nos puder dar.

Irmão de Gorm: Ele está meditando na sala ao lado, junto com os demais Irmãos. Se ele perceber que não são de fato infiéis ele os convidará a ingressar à Irmandade.

Ark: Provarei que falo a verdade, e que somos fiéis ao grande Gorm!

Irmão de Gorm: Acompanhai-me forasteiros.

Ark (sussurrando para Minato): Vai lembrando do Gorm, ou podemos entrar em uma enrascada maior...

Minato (sussurrando para Ark): Não posso negar minha fé!

O Irmão de Gorm os guia até a outra sala pela porta no lado esquerdo da sala. Lá dentro eles avistam uma sala idêntica à anterior, exceto pelo fato de que ao invés de trÊs beliches haviam apenas dois e entre eles uma cama mais luxuosa. No centro da sala mais seis homens idênticos aos Irmãos de Gorm, exceto por um, mais alto e mais imponente, com uma espécie de elmo emplumado sobre a cabeça.

Irmão de Gorm: Mestre Kanadius, trago forasteiros.

Kanadius: Dizei a que vindes aqui, forasteiros!

Albernaizzer: Saudações... Viemos em paz. Viemos ate aqui nos refugiando de uma grande tepestade, procuramos dois amigos que se perderam.

Kanadius: E como seriam tais amigos?

Os aventureiros descreveram Monseh e Delith.

Kanadius: Se esse guereiro dourado foi, de fato, um grande guerreiro, deve ter sobrevivido à tempestade, mas por aqui não passou ninguém compativel com tais descrições. estamos deveras envolvidos com nossa guerra santa e o reerguimento do Império.

Kerec: huum, e existe mais alguma edificaçao que possa servir de abrigo alem dessa piramide?

Kanadius: Fazem meses que eu não saio deste local. Temos muitos problemas aqui dentro para nos preocuparmos com o deserto lá fora.

Albernaizzer: O que meu amigo quer dizer é se existe outro lugar onde eles possam ter se refugiado.

Kenay: Os Infieis se encontram aqui dentro?

Kanadius: Sim, infelizmente ainda não limpamos completamente este local dos infieis. Eles, que puseram fim ao Império!

Albernaizzer: De que imperio o senhor fala?

Kanadius (estupefato): Ora, o grande Império de Cynidicea! séculos atrás, Cynidicea foi o maior império da região e esta pirâmide foi o centro absoluto do poder. mas os infieis fizeram com que as areias do deserto engolissem nosso império. Tivemos que nos refugiar nos subterrâneos desta pirâmide.

Ark: Esses infiéis... Eram humanos?

Kanadius: Sim... Humanos no corpo, mas demônios na alma! Diziam-se servos dos deuses, mas na verdade serviam a demônios!

Ark: Malditos! Queimem todos com a irá de Gorm!

Minato: Esses infieis diziam seguir que Deus?

Kanadius: Os malditos magos servos de Usamigaras e as cadelas servidoras de Madarua!

Albernaizzer: Usamigaras?

Albernaizzer lembrara-se do grimoire que seu menor Delith buscava. Chamava-se Grimoire de Usamigaras.

Ark: Esses profanadores que usam a magia Arcana...

Albernaizzer: Fale-nos mais sobres esses magos.

Ark: Para que possamos destrui-los!

Kanadius: Sim, Usamigaras é um dos demônios aos quais os infieis servem. Somente Gorm traz a balança da justiça! Se vós jurais fidelidade ao senhor do trovão, instruiremo-nos com toda a felicidade para que se unam a nós na caçada aos infiéis!

Ark: Se você falar mais sobre esse Usamigaras, com a justiça de Gorm, levaremos a destruição para eles!

Albernaizzer: Talves possamos ajudar-los a trazer equilibrio a balança de Gorm.

Ark: Senhor... Do trovão... (Ark lembrara-se da profecia da Voz do Trovão, que regia sua vida).

Kanadius: Exato, Gorm controla o trovão!

Ark: EU JURO FIDELIDADE AO SENHOR DO TROVAO, COM TODAS AS MINHAS FORÇAS! (sussurrando) A voz...

Albernaizzer: Senhor, esses magos podem ser os responsaveis pelo desaparecimento de nossos amigos e a morte dos integrantes de nossa caravana.

Kanadius: Isso seria do feitio dos servos do demonio pueril.

Kenay: Onde achamos os infieis que servem a Usamiragas?

Kanadius: Eles se econdem nos níveis mais baixos desta pirâmide.

Kerec: Escute. Todos nós temos motivos importantes pra nos metermos no meio do deserto. O Ark, por exemplo, saiu nessa jornada para salvar seu povo. Nós podemos ajudá-los, mas não ficaremos aqui. Temos pessoas que dependem do sucesso de nossa missão.

Kanadius: Por acaso, acredita que nós nos importamos com vossas missões quando estamos em uma verdadeira missão de fé?

Minato: Por favor, apenas nos diga onde encontrar esses servos do demônio que levaremos a justiça divina a eles!

Ark: Se nós cumprirmos com a vontade de Gorm, irás nos ajudar a encontrar nossos companheiros?

Albernaizzer: Se houver uma chance de nossos amigos estarem sob o julgo desses magos gostariamos de sua ajuda para irmos em busca deles.

Kanadius: Não há garantia alguma de que eles estão por algum lugar nesta pirâmide.

Kerec: Mas não temos escolha a não ser tentar.

Ark: Quero saber se você me dá sua palavra se irá nos ajudar se acabarmos com os infiéis. Pois se assim o fizer, nenhum deles irá sobreviver quando voltarmos.

Kanadius: Vocês não estão em condições de nos exigir nada.

Albernaizzer: Sim...mas estamos em condição de ajudá-lo na causa de Gorm.

Ark: Mas estaremos se cumprirmos com a vontade de seu Deus, não? Há tempos procuro pelo deus Gorm por que... Eu porto a voz do trovão (Ark mostra a cicatriz no pescoço, sinal da profecia da Voz do Trovão). Isso deveria fazer sentido, para um VERDADEIRO sacerdote de Gorm!

Kanadius: Tens fibra em me desafiar, meu caro. Gorm aprova isto!

Kerec: Escute quanto mais ficamos aqui mais a vitória se distancia de nós e a volta do imprerio de Gorm fica mais distante.

Albernaizzer: Não... Perdoe os modos dele, nobre Kanadius. Ja nos aproveitamos muito de seu tempo.

Kanadius: Todos vocês são convidados a receber a hospitalidade do grande Gorm e professar a verdadeira fé, mas somente três entre vocês se mostram em condições de serem membros plenos da Irmandade! (ele aponta para Kerec, Ark e Minato, talvez por serem os melhores guerreiros do grupo). Os demais mostram-se interessados em ajudar, mas não tem o espírito guerreiro de Gorm. Podem se juntar a nós em nossa guerra santa, mas não receberão nossas máscaras sagradas.

Kerec: Eu já os vi em batalha e testemunho que são tão guerreiros quanto nós. E suas habilidades já se provaram muito úteis.

Kanadius: Não portam armas de verdade.

Ark: Dou minha palavra, com esta garganta que foi salva pela voz do trovão, que meus companheiros são homens de valor e que podem merecer as máscaras sagradas, caro Kanadius!

Kerec: Cara arma tem seu valor nas mãos certas. O que prova se uma arma é ou não boa é a habilidade de quem a empunha.

Kanadius: A doutrina de Gorm é clara como água: "Vertei o sangue de meus inimigos em profusão, pela lâmina que corta e pela fúria esmagadora do trovão!"

Kenay: Deixe-me oferecer uma proposta, nos indique onde achar os infieis de Usamiragas e nós oferecemos nossa ajuda na batalha contra eles. Simples e rapido... Estamos correndo contra o tempo pra acharmos nossos amigos.

Kanadius: Exato, mas eu fiz um convite aos três guerreiros. Desejo saber se eles realmente são dignos de tal oferta. E então, guerreiros, Desejam ser verdadeiros Irmãos de Gorm?

Kenay: Ofereço Nosso melhor combatente para que seja um servo de Gorm, nós outros sairemos honrados se apenas ele for aceito, pois assim tendo um servo de gorm conosco já será o suficiente. Kerec se una aos irmãos.

Kerec: Eu aceito de bom grado.

Ark: Que seja. Façamos o seguinte trato: Acabaremos com os infiéis com toda a nossa força e em troca, peço a ajuda para salvar nossos amigos perdidos.

Minato: Me perdoe, não quero desrespeitar Gorm, mas infelizmente não posso aceitar essa honra.

Kanadius: Porque recusas a oferta de Gorm? Por acaso sois um infiel?

Minato: Sou apenas um servo de Tempus.

Kanadius: O que é Tempus? Outro demônio?

Minato: Não. É um deus. Sigo a mesma doutrina que voces, mas guiado por Tempus.

Albernaizzer: Tempus, nobre Kanadius, um deus de outras regioes...um aliado de Gorm.

Kanadius: Já disse antes, Gorm é absoluto por toda a terra de Cynidicea e além! Qualquer outro falso deus é um demônio, sob os ardis de Usamigaras e Madarua!

Minato: Senhor, em momento algum eu desrespeitei Gorm, peço por favor que haja da mesma maneira.

Kanadius: Eu já disse que não estão em condições de exigir nada!

Minato: Posso te garantir que não sirvo a demonio algum.

Kenay: Tempus é contra Usamiragas e Madarua logo inimigos incomuns os tornam aliados pela batalha.

Kanadius: Os únicos aliados de Gorm são seus Irmãos de Sangue!

Minato: Eu sou um sacerdote, que treinou para levar a justiça a todos aqueles que tem o mal no coração. Perdi minha familia na mão de pessoas más, mas foi Tempus quem me salvou e me deu um motivo para viver!

Kanadius: Não, não é um sacerdote verdadeiro! Não portais a máscara da Irmandade.

Ark: Kanadius, escute a minha Voz! Tempus é um irmão de sangue perdido de Gorm! Por isso meu companheiro o serve pois foi um grande guerreiro!

Minato: Apenas me mostre esses infieis, que provarei a você o quão forte Tempus me transformou e levarie eles pessoalmente a justiça divina!

Kanadius: O simples fato de lutar contra os infieis nada prova, pois os mesmos lutam entre si. Os magos de Usamigaras e as cadelas de Madarua

Minato: Pois trarei a cabeça de cada um deles em nome de Tempus!

Kanadius: Não o fazem verdadeiramente em nome de Gorm. Esse tal Tempus pode muito bem querer ludibriar a verdadeira fé, mas Gorm é um poder da justiça. Por isso faremos algo justo com vocês. Se dizes ser fiel de verdade a sua fé, prove seu valor. Tu, servo de Tempus, contra mim, Grão-Mestre da Irmandade de Gorm!

Minato: Se assim desejais.

Kanadius: No círculo de Batalha!

Os demais membros da Irmandade formam um círculo e fazem a saudação de Gorm com o punho erguido.

Kanadius: As leis do desafio são claras e foram proferidas pelo próprio Gorm na era de ouro: "Lutai até a rendição homem a homem, sem nenhuma ajuda além de sua espada e sua fé!"

Minato: Entendido.

Kanadius: Dizei então vosso nome para que Gorm o guie em paz quando fordes ao outro mundo!

Minato: Sou Minato Ironwill, trago em meu nome a vontade de ferro, e em meus braços a força de Tempus, então se prepare, pois hoje conhecerá seu Deus pessoalmente!

Kanadius: Pois bem, Minato Ironwill. Hoje conhecerás a força de Gorm, que lhe fará renegar o tal Tempus. Conhecerás a verdadeira justiça divina!

Após a conversa inicial, Mianto e Kanadius inciaram seu duelo. A princípio ambos analizam o poder um do outro, mas subitamente o combate irrompe em uma torrente de golpes poderosos de ambos os lados. Kanadius ergue sua espada desenhando um arco no ar. A lâmina atinge uma fenda menos protegida da armadura de Minato causando uma dor lancinante. As blasfêmias proferidas por Kanadius só fizeram aumentar a ira de Minato, que acabou descobrindo que por dentro da tunica havia uma fote cota de malha

Kanadius: Esse é seu melhor, infiel?

Minato: Você não viu nada, meu professor bate melhor que você!

Kanadius tenta um corte lateral, mas por sorte o escudo de Minato consegue bloquear o golpe a tempo, apenas empurrando um pouco o braço do clérigo. Em seguida a maça de Minato golpeia o solo fazendo um clangor pesado errando o inimigo.

Kanadius: Ainda há tempo de desistir de seguir esse ser infiel e se juntar a um verdadeiro deus guerreiro!

Minato: Mostrarei a voce quem eh o verdadeiro Deus querreiro, que só tem um TEMPUS!

Novamente a lâmina de Kanadius atinge uma falha na armadura de Minato, mas desta vez ele se posicionou melhor para minimizar os efeitos do corte. Minato ergue sua maça com fúria, mas se desequilibra no processo e cai pesadamente ao solo. Ao ver o jovem clérigo de Tempus caído sobre seus pés Kanadius apenas coloca um pé sobre a face de Minato com desdém.

Kanadius: Não consegues nem ficar de pé sozinho, como ousas se dizer um guerreiro?

Os demais irmãos gritam em unissono: "GOOOOOOORRRMM"

Minato: Pois então acabe com isso, pois prefiro morrer com honra!

Albernaizzer: Não existe neste tipo de morte, amigo Minato!

Minato: Mas eu sou um guerreiro de Tempus, se ele deseja me ver morto eu prefiro assim!

Que fim terá esta incrível discussão? Será que nossos aventureiros escaparão com vida? Ora, basta ler o próximo capítulo!



******************************

Capítulo Seis: Morte Flamejante


Prostrado aos pés de Kanadius, Minato, sacerdote de Tempus tentava reunir forças para se levantar ao perder o duelo contra o Grão-Mestre da Irmandade de Gorm.

Kerec fez menção a entrar no combate para ajudar o aliado, mas fora interrompido pelo jovem clérigo do deus da guerra.

Minato: Kerec, se afaste, essa luta é minha!

Kerec: Ninguem vai perder sua vida em vão!

Minato: Não há honra nenhuma em voce me ajudar!

Kerec: E de que adiantará sua honra se você morrer?

Ark: Se você assim o fizer, destruirá a fé de Minato. Não sirvo aos Deuses, mas sei muito bem o que é se devotar a ALGO!

Kanadius: Provaste que és um seguidor de um deus fraco!

Minato: Mas eu aceitei o desafio e devo arcar com as consequencias! Voce só provastes que tem mais sorte que eu.

Kanadius: Perdeste o desafio, infiel! Somente aqueles que seguem Gorm possuem a verdadeira força.


Kenay, o ladrão halfling tenta uma cartada, sem muito sucesso.

Kenay: KANADIUS! Segundo as tradições da nossa tribo, as lutas são dividas em lances, o melhor de 3 lances ganha a vitória, com um intervalo de alguns minutos entre cada lance. Topa então um segundo lance nesta luta?

Minato: Jamais renegarei a minha fé!

Albernaizzer: Isso mesmo, Kanadius. Ele lutou bravamente.

Kerec: Ele merece viver. Não abandonou sua fe, é um devoto tã bom quanto você.

Kanadius: Enfrento qualquer um de vocês tolos sem fé. Não preciso matá-lo, a derrota já foi o suficiente para provar que Tempus é um falso deus.

Kenay: Então aceite uma segunda luta.

Ark: Minato mostrou coragem ao defender o que ele acreditava quando muitos mentiriam em seu lugar.

Minato: Não vi prova alguma que seu Deus é verdadeiro também, só vi que voce é um guerreiro melhor que eu.

Ark: Se Gorm acha que isso é fraqueza, então retiro qualquer devoção que tenho a ele. ENTÃO VÁ TOMAR NO OLHO DO SEU CU!

Kanadius fica tão estupefato com as palavras ásperas e de baixo calão do druida que fica sem reação alguma. Neste momento todos os aventureiros poe-se a fugir pela porta que dava para o corredor.

Kanadius: Por Gorm, matem esses infiéis!

Uma agitação geral toma conta dos membros da Irmandade de Gorm que perseguem os aventureiros com espadas erguidas. Kerec e Ark param na porta para deter o avanços dos seguidores de Gorm, enquanto os demais fogem para a bifurcação dos corredores. Ark usa seus poderes sobre a natureza para criar água diretamente no chão, fazendo os inimigos escorregarem e caírem. O guerreiro Kerec tenta se aproveitar da vantagem, para atacá-los, mas acaba caindo no chão ao se desequilibrar na tentativa de golpe.

Os aventureiros não contavam contudo que alguns dos seguidores de Gorm dessem a volta pelo outro quarto para cercá-los. Entre os "Gormitas" que vinham por este caminho estava Kanadius, que se vingaria das blasfemias proferidas por Ark.

Kenay, Minato e Albernaizzer, contudo, já haviam alcançado a bifurcação entre os corredores, ficando fora da emboscada da Irmandade de Gorm. Minato aproveitou para curar-se, para entrar novamente em combate, enquanto Kenay e Albernaizzer fizeram um trabalho em equipe decisivo para a salvação do grupo. Albernaizzer arremessou um frasco de óleo em Kanadius, enquanto Kenay disparara uma flecha contra um dos suportes de tochas na parede, fazendo com que uma tocha caísse sobre o corpo embebido em óleo de Kanadius.

As chamas tomaram conta do corpo de Kanadius em questão de segundos, enquanto este gritava em agonia. Ele ainda tentou golpear Minato, mas tombara no chão antes de poder fazer algum mau para o clérigo. Depois disso, Minato foi abrindo caminho por entre os seguidores de Gorm que tentavam emboscar os demais aventureiros, enquanto Ark e Kerec defendiam-se como podiam.

Ao verem que seu líder e muitos de seus companheiros haviam morrido de forma horrível alguns Irmãos de Gorm puseram-se a fugir por dentro dos aposentos de Kanadius.

Ark: CHOROES! BEBEZOES! CORRAM PARA OS SEIOS DE SUAS MÃES E OS SUGUE ATE QUE SÓ SAIAM AREIA!

Albernaizzer: Eles estão fugindo, vamos aproveitar e darmos o fora daqui enquanto ainda estamos vivos.

Kerec: Eu não fujo de uma briga! Se quiser fugir, fuja!

Kenay: Kerec vamos nos reagrupar e nos fortalecer.

Kerec: Podem ir.

Kenay: Então você vai precisar disso (Kenay entrega a espada de Kanadius para Kerec), mas eu não vou seguir com você, tenho que achar Monseh.

Relutante, o guerreiro aceita continuar com o grupo, afinal. Ele tenta recolher a armadura de Kanadius, mas esta acabara se fundindo ao corpo derretido do ex-grão-mestre da Irmandade de Gorm. Surpreendentemente o elmo resistira bem, apesar dos pedaços de pele e cabelo queimados que acabaram ficando grudados no capacete. Com nojo, mas pensando em alguma capacidade especial do item, Kerec guardou o elmo em sua mochila.

Os aventureiros resolvem investigar o outro corredor da bifurcação e acabam dando de cara com um beco sem saída. Temendo encontrar novamente os seguidores de Gorm que fugiram, os aventureiros voltam à sala dos besouros e investigam uma das portas da parede leste.

Enquanto Kenay procurava armadilhas, contudo, eles são surpreendidos pelos Irmãos de Gorm que surgiram da porta ao lado:

Irmãos de Gorm: Vamos vingar o mestre Kanadius!

Conseguirão os aventureiros escapar de mais este perigo? Descubra nos próximos capítulos desta incrível saga!




domingo, 27 de junho de 2010

[Diário de Campanha] - AD&D by Dragão Banguela - capítulo 3

Saudações, banguelos do meu Brasil!

Nossa, como eu estou atrasado! Já jogamos a quarta sessão e eu ainda estou postando o diário da terceira sessão!

Tudo isso é culpa da Copa do Mundo do meu incessante trabalho que não me deixa muito tempo livre, mas aos trancos e barrancos a gente vai em frente, então sentem vossos rabos em uma cadeira confortável e leiam o terceiro capítulo da mesa virtual mais porreta da atualidade...
...

Bem, no capítulo anterior nossos heróis partiram rumo a Anauroch com a caravana de Monseh em busca de ruínas de um império antigo perdido pelas areias, que segundo as lendas guardavam inumeros tesouros.

Infelizmente uma temepstade de areia atingiu-os e muitos membros da comitiva desapareceram, incluindo Monseh e Delith, o mentor do jovem mago Albernaizzer.

O que acontecerá com nossos jovens aventureiros? Saiba lendo o terceiro capítulo do nosso Diário de Campanha!

Capítulo 3: Perigos na Pirâmide

Após dias perdidos nas areias escaldantes do deserto de Anauroch, nossos jovens aventureiros haviam acabado de encontrar as ruínas de uma antiga civilização.

Na esperança de que fosse a cidade perdida indicada por Monseh, os aventureiros começaram a investigar. Tratava-se de uma cidade encoberta pelas areias do deserto. Os aventureiros estavam andando praticamente sobre os telhados das construções em pedra.
Ao centro da cidade havia uma enorme pirâmide e em seu topo eles podiam ver três estátuas lado à lado.

Albernaizzer: Pessoal, será essa a cidade que Monseh procurava?

Kenay: Creio que sim.

Ark dos Quatro Ventos: Infelizmente o vento do deserto cobriu todas as pistas...Será que o Guerreiro Dourado veio para cá?

Kerec: Temos que investigar de qualquer forma.

Minato Ironwill: Sim.

Os aventureiros então decidem subir as escadas que levavam à pirâmide.

Kenay: Com sua licença, cavalheiros. Deixem-me investigar se não hão armadilhas nas escadas.

Ark: Albernaizzer, pode saber se algum feitiço assola este local?

Contudo, o conhecimento do jovem arcano era maior do que sua capacidade de armazenar os feitiços em sua mente. A magia arcana é traiçoeira e instável, até mesmo para um mago. Os feitiços ficam armazenados na mente do mago, mas uma vez liberada toda a energia ela se dissipa e ele deve preparar estas energias novamente, mediante pelo menos oito horas de repouso, num ciclo infinito de estudos que pode levar até mesmo à loucura. Como ainda é um aprendiz, Albernaizzer só podia armazenar energias suficientes para conjudar um único feitiço, capaz de fazer seus inimigos cairem em um sono comatoso, por isso ele era incapaz de detectar feitiços nesta área.

Albernaizzer: Não posso precisar a presença de magia, caro amigo selvagem, mas não descarto esta possibilidade.

Ark: Estaremos atentos. A magia pode ser como uma pantera, que espreita silenciosamente, mas que ataca com rapidez e eficácia.

Enquanto isso, Kenay subia lentamente, examinando degrau por degrau. Ao topo da pirâmide eles finalmente puderam ver de perto o enorme trio de estátuas, com aproximadamente nove metros de altura. A estátua na esquerda era de um homem forte e barbudo segurando uma balança em uma mão e um raio em outra, a estátua do meio representava uma criança alada com duas cobras enroladas no corpo. A criança segura uma varinha em uma mão e um punhado de moedas em outra, e a estátua da direita representa uma bela mulher com um feixe de trigo em uma mão e uma espada na outra.


Kenay: Analisemos a primeira. O raio representa poder mágico ou divino, a balança equilibrio ou justiça e a barba seria experiencia ou idade avançada.

Ark: O homem que carrega o raio, ele deve ser poderoso, pois domina o elemento mais rapido da Natureza...

Kenay: Uma criança seria inocência, imaturidade, infancia, filho. As serpentes traição, perigo, corrupção... as moedas dinheiro economia...

Ark: A mulher parece carregar a fertilidade, pois o trigo alimenta aos animais que são comida para outros, sendo estritamente necessário.

Kenay: A mulher, mãe. O trigo, colheita, fazendas... A espada seria talvez guerra, justiça...

Minato: Amigos, eu ecredito que essas estatuas representem Deuses ou até mesmo heróis, mas não consigo saber quais são.

Kerec: Bem naum podemos ficar o dia todo aqui, temos que achar um abrigo!

Procurando atentamente por todos os lados os aventureiros perceberam que ao nivel da ala mais elevada da pirâmide, ao lado esquerdo da escada havia uma porta. Resolveram então investigar, afinal qualquer coisa seria melhor do quendar torrando naquele sol infernal!

Detalhe da passagem lateral

Logo ao abrir a entrada, deram de cara com um corpo apodrecendo há semanas largado no chão. Um robgoblin com um virote de besta atravessado no peito. Pegadas no solo à frente, entrando na pirâmide.



Procuraram alguma armadilha que pudesse ter ativado a seta que dera fim à vida do goblinoide, mas nada puderam encontrar. Seguiram mais à frente, usando a lanterna de Albernaizzer para iluminarem o caminho à frente. Ao fim do silencioso corredor os aventureiros avistaram uma porta de bronze. Sempre atento, Kenay procurou quaisquer mecanismos hostis na porta e decretou que era seguro atravessá-la.

Do outro lado encontraram uma pequena sala com três enormes cilindros de bronze, lado a lado. Pareciam ser os suportes das estátuas no topo da pirâmide. No chão, à frente de cada cilindro havia um alçapão de bronze, com uma argola. Foram investigar a sala enquanto Albernaizzer ficava do lado de fora mantendo aberta a porta que tendia a fechar-se sozinha.

Detalhe da primeira sala

Minato: Será que têm alguma ligação com as estatuas logo acima?

Kerec: É provável. Será que eles sustentam as estátuas ou algo assim?

Após discutirem, decidiram apoiar a idéia de que cada alçapão seria relacionado a uma estátua e que isso seria a dica para a passagem segura deles.

Kenay: Vamos lá, pessoal. O barbudo de raio e balança, a criança com serpentes e moedas, ou a mulher com o trigo e a espada.

Ark: Voto no barbudo. Por ter um siginificado de poder. Além do mais, ele pode ter algo haver... Não...

Ark dos Quatro Ventos então começou a se lembrar da profecia da Voz do Trovão, uma lenda contada por sua tribo e que de alguma maneira está relacionada à sua origem.

Kenay: As serpentes me fazem automaticamente eliminar a criança.... duas ainda, só reforçam a tese.

Minato: Acredito que representem a justiça, a traição e a Vida respectivamente.

Kerec: Vamos no barbudo.

Minato: Eu voto na mulher.

Kenay: São 3 votos no barbudo. Ele teoricamente é o pai, deve acumular mais tesouros - eu espero - he he he.

Albernaizzer: Barbudo...que seja!

Temendo algum mecanismo hostil Kenay decidiu que seria mais sensato abrir o alçapão por detrás do cilindro, mas dada a espessura dos cilindros isso seria impossível. Decidiram então que Minato abriria o alçapão lateralmente enquanto Kenay ficaria atento à armadilhas.

Ao abrir o alçapão acionaram um mecanismo que lançava setas vindas das paredes. Kenay então fora atingido no braço por uma das agulhas, que por sorte não estava envenenada. Passado o susto Ark tratou o ferimento com ervas e unguentos que ele trazia em meio a seus pertences.

Cansado de segurar a porta por tanto tempo Albernaizzer resolveu fechá-la e entrar na sala, afinal se a armadilha havia sido acionada, provavelmente não haveriam mais perigos. Porém, ao fazer isso, Kenay ouviu um leve chiado como gás escapando por algum lugar.

Kenay: Vamos para a porta rápido! Tem gás vazando na sala!

Kerec então abriu a porta de entrada para que todos passassem enquanto Minato fechara novamente o alçapão.

Ficaram por alguns instantes discutindo sobre o que fazer, já que haviam voltado à estaca zero.

Albernaizzer: Se Delith e Moseh estiverem aqui o tempo pode ser a diferencça entre a vida e a morte deles.

Minato: Eu tenho uma sugestão. Abriremos a porta, se não houver gás eu tentarei abrir o alçapão da direita.

Kerec então manteve a porta aberta enquanto Minato adentrara na sala para investigar o segundo alçapão, mas este logo sentiu o ar pesar em seus pulmões. O gás que havia escapado era, na verdade, um veneno, incolor e inodoro que preenchera totalmente a sala. Dada a densidade do gás ele não escapara pelas frestas nem pela abertura da porta.

Minato: Pessoal, não estou me sentindo bem... não consigo r...e...s...p...i...r...

Kerec então puxara o sacerdote para fora da sala, enquanto Ark cuidava dos primeiros socorros, mas só o fato de respirar ar um pouco mais puro o fez recuperar-se.

Ark: Deem espaço! Ele precisa respirar!

Minato: Pessoal, não se preocupem, eu senti algo me sufocando mas já passou... Não será um "cheirinho" ruim que irá me derrubar!

Decidiram então que Kerec, por ser o mais resistente entraria na sala com uma corda presa ao corpo e uma tira de tecido de sua calça cobrindo-lhe o rosto para que não inalasse o gás. Ele então investigou o alçapão do meio, mas ao ver sangue coagulado próximo à argola de abertura deciciu que seria mais sensato desistir deste e partiu para o alçapão da direita.

O guerreiro então puxou o alçapão e manteve-o aberto usando sua espada como calço. Após aberto o alçapão Kerec sentiu um leve tremor na sala que o fez gritar para que os demais puxassem a corda. Foi o tempo suficiente para que ele escapasse de ser atingido por um enorme bloco de pedra que caíra do teto bloqueando a passagem aberta.

Albernaizzer: PELAS BARBAS DE ELMINSTER!

Ark: Você tem uma imensa sorte, meu caro! E companheiros com braços fortes!

Kerec: E ainda perdi a minha espada!

Para a sorte de Kerec, Minato trazia uma espada longa semelhante à que Kerec usava, afinal mesmo tendo encontrado a cimitarra de Monseh o jovem guerreiro não tinha treinamento para usá-la adequadamente.

Com a abertura no teto causada pelo bloco que se soltara o gás pôde escapar e os aventureiros não precisariam temer serem envenenados novamente.

Kenay então resolveu tentar o alçapão central do qual Kerec desistira antes. Sempre procurando mecanismos hostis ele abriu com todo o cuidado, mas ainda assim ouviu-se um estalo ao erguer o alçapão. Por sorte, nada acontecera além do estalo...

Viu-se então uma escada em espiral que levava a um andar inferior da pirâmide. Descendo eles encontraram uma sala um pouco mais ampla, repleta de prateleiras com potes de cerâmica e algumas ferramentas como martelos, alicates e uma pequena forja. Vagando pela sala, três besouros enormes, com mais de meio metro de comprimento, cujas carapaças emitiam uma luz incandescente.

Detalhe da sala dos besouros

Os insetos partiram para o ataque ao verem os aventureiros, que também não hesitaram em combatê-los. Armas em punho os aventureiros derrotaram os insetos.

Após o breve combate, que fora vencido sem maoires problemas os aventureiros resolveram procurar uma saída da sala. Haviam duas portas no lado esquerdo da sala e apenas uma no lado direito, que fora a que Kenay investigara. Após procurar armadilhas ele resolveu abrir a porta.

Mas os perigos presentes além desta área só serão conhecidos em um próximo capítulo deste Diário de Campanha!